SÃO PAULO – Sete hospitais psiquiátricos da região de Sorocaba, a 97 km da capital paulista, estão sendo investigados pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Em um deles, o Hospital Vale das Hortênsias, três pacientes morreram num único dia, em 14 de junho passado. Um deles estava doente, mas os outros dois, segundo denúncia de funcionários, morreram por hipotermia. Imagens gravadas por funcionários mostram pacientes encolhidos, enrolados em cobertores e alguns, sem roupa.
- Blusa, essas coisas assim, que eram necessárias para o frio, é contado para o dia. Se eles se sujarem, ficarem molhados, eles vão ficar o dia inteiro e a noite inteira molhados. Tem dias que eles ficam até sem tomar banho por não ter roupa para vestir – conta uma ex-funcionária.
Nos últimos 4 anos, segundo denúncia do Fórum da Luta Antimanicomial, 459 pacientes morreram.
O Hospital Vale das Hortênsias tem 465 leitos pagos com dinheiro do SUS, para pacientes com transtornos mentais. Doenças respiratórias estão entre as principais causas. Pela lei, esses hospitais têm de ter médico 24 horas por dia e um enfermeiro para cada 240 leitos.
Procurada, a direção do hospital disse que as mortes num único dia foram “lamentável coincidência”, havia médicos e não fazia frio.
Na estação meteorológica de Piedade a temperatura mínima foi de 10 graus e a máxima de 15 graus no dia das mortes. O hospital fica no alto de uma serra.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cidades/sp/mat/2011/07/11/secretaria-de-direitos-humanos-investiga-sete-hospitais-psiquiatricos-na-regiao-de-sorocaba-sp-924875434.asp#ixzz1STd9gPVV
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SÃO PAULO – Franco da Rocha carrega o estigma de ter abrigado um dos maiores hospitais de isolamento psiquiátrico de São Paulo. O município de 120 mil habitantes, localizado na Grande São Paulo, ainda é visto como um local onde doentes mentais devem ser deixados, longe do convívio familiar. O município abriga dezenas de clínicas clandestinas que confinam pessoas com algum tipo de distúrbio mental. O hospital do Juquery, complexo psiquiátrico que chegou a abrigar 14 mil pessoas na década de 60, tem hoje 210 pacientes.
Pelo menos 13 destas clínicas já foram identificadas pelo Ministério Público. Uma lei federal, de 2001, proibiu o confinamento de doentes com distúrbios mentais crônicos em hospitais, determinando a reinserção nas famílias, sob supervisão de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Com a eliminação da maioria das vagas em instituições públicas, multiplicaram-se clínicas clandestinas que mantêm seus pacientes vagando praticamente sem assistência ou, simplesmente, amarrados.
Situadas em locais afastados, escapando à fiscalização, a maioria destas clínicas oferecem espaços pequenos, sem sequer uma tevê. Os pacientes comem, tomam remédios e dormem. Muitas vezes, o vaso sanitário é um balde.
Os doentes estão ali porque seus parentes pagam para não tê-los em casa. Em muitos casos, sem saber, eles próprios custeiam o local com o benefício que recebem da Previdência Social, em geral equivalente a um salário mínimo.
O “pacote de serviços” inclui consultas, exames, alimentação e até lavagem de roupas. Mas não há médicos nesses locais. No máximo, um auxiliar de enfermagem. E os proprietários, na maioria, não têm diploma de Medicina ou outro curso na área da saúde. Ao contrário, boa parte deles atuou como segurança ou vigilantes em órgãos ou autarquias públicas.
A situação começou a ser apurada há um ano, quando a promotora de Justiça Ana Paola Ferrari Ambra chegou à Promotoria de Franco da Rocha. De lá para cá, 14 inquéritos civis foram abertos e estão em andamento para apurar o funcionamento irregular dessas casas.
Os doentes, segundo ela, são de várias cidades paulistas. Num mesmo espaço, essas clínicas abrigam qualquer tipo de pessoa que a família quer ver isolada, incluindo idosos usuários de crack.
- São egressos de internações de hospitais psiquiátricos, a maioria de famílias de baixa renda. Alguns locais chegam a manter, juntos, idosos, doentes mentais e até pacientes acamados por outras doenças – conta Ana Paola.
Para se ter uma ideia, numa destas clínicas uma mulher chegou a receber, por sonda, uma mistura de arroz e feijão peneirados. Segundo a promotora, a paciente morreu. . A Vigilância Sanitária do estado flagrou remédios aplicados na veia sem qualquer prescrição ou identificação das substâncias.
Das clínicas já vistoriadas pela promotoria e pela Vigilância Sanitária Estadual, três terão que ser fechadas e sete tentam uma licença para funcionar como residência coletiva. Por enquanto, todas seguem funcionando.
- A situação é grave. Nas casas que serão fechadas, os doentes estão em processo de transferência. Mas uma casa que tinha 37 pessoas quando foi vistoriada, em vez de transferir esses doentes, aumentou o número para 73 internos. Isso foi constatado pela Vigilância Sanitária em março passado – diz a promotora.
A sensação dos donos destas clínicas, segundo a promotora, é a mesma dos que cometem qualquer tipo de irregularidade: têm a sensação de impunidade, acompanhada da certeza de que a fiscalização é difícil.
A pedido do Ministério Público, a Diretoria Regional de Saúde do Estado de São Paulo deve avaliar a condição de cada um dos pacientes. Os laudos ainda não ficaram prontos.
- Alguns têm a ousadia de dizer que no local funciona uma pousada – afirma a promotora.
Para escapar da fiscalização, as clínicas mudam de nome e de endereço com facilidade, carregando junto os pacientes.
Ana Paola diz que os pacientes com alguma noção do que ocorre pedem ajuda para sair e perguntam por algum parente.
- “Me tira daqui”, “Meu filho não vem mais me visitar” são as frases que mais escutamos. Tem uma paciente que foi internada num desses lares clandestinos por vizinhos depois que a mãe morreu – afirma.
Há suspeita de que à noite, quando os cuidadores e auxiliares de enfermagem encerram seus expedientes, alguns pacientes recebam medicação para dormir. Numa das clínicas vistoriadas, parentes dos proprietários afirmam que não há necessidade de profissionais no turno da noite, pois “todos dormem a noite inteira”.
Mesmo que sejam regularizadas pela Vigilância Sanitária, as sete clínicas identificadas pelo Ministério Público terão de ter seus internos avaliados por um psiquiatra indicado pela Diretoria Regional de Saúde. Na avaliação da promotora, a maioria dos casos configura internação contínua, e não residência terapêutica, como determina a lei.
- São residências coletivas, mas o paciente não pode sair – questiona Ana Paola.
Ou seja, pela Constituição, todos tiveram o direito de ir e vir cerceados.
Procurada, a Vigilância Sanitária estadual informou, por nota, que qualquer estabelecimento, antes de iniciar suas atividades, deve solicitar licença de funcionamento sanitário, especificando qual a atividade que irá realizar”. Há quatro entidades em processo de regularização em Franco da Rocha. “As ações de vigilância sanitária são processos contínuos de monitoramento e avaliação de risco sanitário”, diz a nota da Vigilância do estado.
Um estudo realizado pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, divulgado no Congresso de Psiquiatria, em 2010, mostrou que transtornos mentais atingem, ao longo da vida, 45% da população da Grande São Paulo. A depressão é a doença mais comum – atinge 18% dos entrevistados -, seguida pelas fobias específicas (12,4%) e pelo abuso e dependência de álcool e drogas (9,8%).
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cidades/sp/mat/2011/07/11/clinicas-psiquiatricas-clandestinas-proliferam-em-franco-da-rocha-na-grande-sp-924875461.asp#ixzz1STYqKaw0
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Mais do que não se saber o que fazer com o crack, não se sabe falar dele. Antonio Lancetti*
Com honrosas exceções, como a matéria de Eduardo Duarte Zanelato publicada
pela revista Época, caderno São Paulo, no dia 27 de março passado e
intitulada “Elas tiram as pedras do caminho, a rotina das agentes de saúde
que trabalham na cracolândia para convencer os usuários de drogas a se
tratarem da dependência”, a mídia tem se dedicado a publicar matérias e
programas televisivos sensacionalistas e irresponsáveis a respeito do crack.
Muitas equipes de reportagem acompanharam o trabalho de agentes de saúde,
enfermeiros e médicos que conseguem romper o cerco que existe entre esses
intocáveis e o resto da sociedade. Foram testemunhas da persistência desses
trabalhadores do SUS, do conhecimento de histórias de pessoas com vidas
difíceis, quando não escabrosas, que são cuidados, que pedem ajuda. Mas não
deram uma linha a respeito.
Esses repórteres conheceram homens, mulheres, jovens e crianças que deram um
curso inesperado a suas vidas, e estão sendo atendidos pelas equipes de
saúde da família ou pelos Centros de Atenção Psicossocial – CAPS Álcool e
Drogas e Infantil da Sé, mas preferem divulgar a ideia de que, se você fumar
uma pedra de crack, nunca mais se livrará dela, que a pedra custa cinco
reais e que por dois reais você pode adquirir outra destilada com querosene
ou gasolina chamada oxi. E dá o endereço: Rua Dino Bueno com Helvetia ou seu
entorno chamado “cracolândia paulistana”.
Depois da carga midiática, a população flutuante que frequenta a região dos
Campos Elíseos e adjacências aumentou significativamente. Se durante a
semana há centenas de pessoas nas ruas usando crack, durante o fim de semana
são milhares. É só conferir.
Em 1979, Gilles Deleuze produziu um texto luminoso que começa afirmando:
“Está claro que não se sabe o que fazer com a droga (mesmo com os drogados),
porém não se sabe melhor como falar dela” (Duas Questões, in SaúdeLoucura 3,
Hucitec, São Paulo, 1991). Hoje, em 2011, também não sabemos o que fazer com
a droga, temos muitas dificuldades para cuidar dos drogados e não sabemos,
ou sabemos muito mal falar dela.
Quando alguém se candidata a tratar, cuidar ou, ilusoriamente, salvar essas
pessoas, passa a fazer parte de um conjunto-droga: produção, distribuição,
consumo, repressão, tratamento… Ser cuidador dessas pessoas requer
adentrar em um território complexo, controverso e fascinante.
De que serve o consultório se eles não vão às consultas? Ou as unidades de
saúde que abrem às 7 horas da manhã, se a vida nas bocadas invade a
madrugada?
Em São Paulo, os profissionais do Sistema Único de Saúde conseguem se
vincular com essas pessoas, baseados na práxis do cuidado, na posição ética
de defensores da vida e de promotores de cidadania. Mas esses profissionais
enfrentam inúmeros obstáculos.
Quanto custa conhecer a biografia de um “noia”? Conseguir que a pessoa tire
seus documentos e adira ao tratamento de sua tuberculose, sífilis ou AIDS?
Ainda mais quando chegam os guardas municipais, com seus famosos rapas e
deixam essas pessoas sem documento e sem remédios. O afeto dos agentes de
saúde colide com o gás de pimenta da GCM Guarda Civil Metropolitana, a
truculência da Polícia Militar, a falta de vagas em abrigos, a ausência de
locais atrativos para homens e mulheres como um dia foi o Boraceia.
Na edição 56 da revista Piauí, Roberto Pompeu de Toledo, em “Crianças do
Crack”, mostrou detalhes da vida de alguns jovens e algumas crianças e o
impasse sistemático da metodologia do Serviço de Atenção Integral ao
Dependente (SAID), hospital psiquiátrico conveniado com a Prefeitura de São
Paulo e que importa um pacote de tratamento norte-americano.
Os meninos e meninas magistralmente descritos nessa matéria lá estão, em sua
grande maioria graças ao vínculo de confiança conquistado pelos agentes de
saúde, médicos e enfermeiros do Projeto Centro Legal e do Programa de Saúde
da Família do Centro da Cidade de São Paulo. Porém, uma vez lá internados,
nessa e em outras clínicas, eles perdem o contato com seus cuidadores. A
metodologia centrada exclusivamente na internação hospitalar não se
relaciona com os universos onde as pessoas vivem e por isso os processos
terapêuticos ficam truncados.
É preciso repetir incansavelmente: não é possível enfrentar de modo
simplificado problemas de tamanha complexidade.
Não é verdade que se você experimenta uma vez uma pedra de crack se tornará
um viciado, essa ideia só funciona como alma do negócio.
Não é verdade que a internação seja “a solução” para o tratamento dos
drogados, se assim fosse não haveria nas clínicas pessoas com 30, 40 ou 50
internações.
Também não é verdade que os verdadeiros toxicômanos mudem com qualquer
metodologia clínica conhecida.
É preciso ter condições sociais, relacionais, biológicas e institucionais
para se transformar em um verdadeiro toxicômano.
Mas cocaína e crack são absolutamente funcionais a uma sociedade que
funciona por falta. O efeito fundamental dessas drogas é o da fissura, da
falta de drogas e é disso que as pessoas se tornam adictos: da falta do
produto e do produto que produz quimicamente falta.
E assim como a sociedade capitalista vive da produção de falta, a mídia vive
da produção de notícia ruim. Os espectadores e leitores, transformados em
voyeurs, consomem horas de TV e páginas de jornais e revistas.
Mas a formação do caráter do cuidador ensina ao mesmo tempo nunca cantar
vitória e procurar os pontos e linhas de vida em qualquer experiência. Vemos
que nem tudo está perdido. Enquanto termino de redigir estas linhas, leio na
Folha de S.Paulo a entrevista de Paulina Duarte, Secretária Nacional de
Políticas sobre Drogas, sob o título “Falar que o País vive epidemia de
crack é grande bobagem”, no qual pode se apreciar serenidade e seriedade.
Mais além de começar a desmontar essas ideias alarmistas e que incitam ao
consumo, a mídia poderia se questionar a respeito da eficácia de sua ação e
divulgar com maior cuidado os resultados positivos do trabalho de tratamento
dos CAPS – Álcool e Drogas, dos consultórios de rua, da equipes de redutores
de danos, dos atendimentos de urgência em hospitais e pronto socorros, etc.
O trabalho das equipes de Saúde da Família do Centro da Cidade de São Paulo
precisa ser estudado. Elas são a porta de entrada para um mundo quase
impenetrável e se pudessem atuar de modo integrado, sem dúvida, teriam maior
eficácia. Nunca esquecendo de que o problema das drogas não é de exclusiva
competência da saúde.
As manobras e propagandas contra as drogas só promovem exclusão e incitação
ao uso. E por outro lado, como afirmou um enfermeiro que atua na região, a
cracolândia é o lugar mais democrático da cidade, ali qualquer um é aceito.
Divulgando cada passo positivo, valorizando o trabalho desses cuidadores, a
mídia provavelmente não faria bons negócios, mas contribuiria para uma das
mais preciosas tarefas da construção da democracia: a de tratar como
cidadãos os nossos piores congêneres.
*Psicanalista, autor de Clínica Peripatética (Editora Hucitec). Morador do
bairro Campos Elíseos, em São Paulo, próximo à cracolândia.
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Tendo em vista os questionamentos gerados em nossa sociedade sobre a Resolução nº 20 da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) (saiba mais clicando aqui da Prefeitura do Rio de Janeiro, o Conselho Regional de Psicologia (CRP-RJ) convida para um debate sobre o novo Protocolo do Serviço Especializado em Abordagem e sobre as práticas decorrentes de sua aplicação. O encontro será realizado no próximo dia 14 de julho, às 18h, no Auditório da sede do CRP-RJ (Rua Delgado de Carvalho, 53, Tijuca, Rio de Janeiro).
O convite é destinado a toda a categoria, mas especialmente para os psicólogos da SMAS (que trabalham nos Centros de Referência Especializados de Assistência Social – Creas –, Centro de Referência de Assistência Social – Cras –, abrigos e profissionais que atuam nos equipamentos especializados em dependência química); e para os psicólogos dos Centros de Atenção Psicossocial (Capsi, Capsad) e outros dispositivos assistenciais de saúde mental da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro (SMSDC).
A Resolução foi determinada no final de maio pela SMAS. O documento determina uma nova metodologia de abordagem às crianças e adolescentes usuários de drogas que vivem nas ruas. De acordo com ele, meninos e meninas sob tais condições são recolhidos de forma compulsória para internação sendo submetidos, ainda, a um encaminhamento à Delegacia de Proteção a Crianças e Adolescentes (DPCA) para verificação de ficha criminal. A medida tem o apoio de parte do judiciário e do Ministério Público.
O Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro está empenhado na luta, pois entende que essas determinações ferem os direitos fundamentais das crianças, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança, assinada pelo Brasil e por quase todas as nações em 1989 em Assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU).
A ideia é que a categoria, tanto profissionais favoráveis quanto os contrários à medida, levantem questões sobre o tema. O CRP pretende fazer com que, juntos, os psicólogos e psicólogas pensem o que determina a Resolução e o que vai contra os princípios do Código de Ética da categoria para, a partir daí, definir quais devem ser as ações.
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O Instituto A Casa – pioneiro na clínica do Acompanhamento Terapêutico (AT) em São Paulo – com mais de 30 anos de experiência no tratamento de psicoses e de outras psicopatologias, oferece o Curso de Formação em AT.
O Curso tem na Psicanálise um importante referencial e também contempla outras teorias que dialogam com a clínica ampliada, preconizada pela Reforma Psiquiátrica.
Organizamos o Curso em palestras ministradas por acompanhantes terapêuticos, psicanalistas e outros profissionais da área da Saúde Mental, convidados para abordar temas pertinentes ao Acompanhamento Terapêutico. Além das palestras, o curso é composto por encontros com as coordenadoras do Curso, voltados à discussão clínica, esclarecimento de dúvidas e articulação da teoria com a práxis do AT, de modo a promover a participação ativa dos alunos.
Concebemos o Curso em quatro módulos temáticos: “Fundamentos do AT”, “Clínica do AT”, “AT com crianças e adolescentes” e “Interfaces do AT”.
No segundo semestre de 2011 serão realizados os módulos: “Interfaces do AT” e “A Clínica do AT”.
Os módulos são semestrais e independentes, permitindo aos alunos realizarem um ou mais módulos, como forma de complementar sua formação ou optarem pela Formação em Acompanhamento Terapêutico, que inclui a realização dos quatro módulos e entrega de trabalho de conclusão individual (orientado pelas coordenadoras do Curso), com opção de estágio supervisionado.
Público-alvo: profissionais e estudantes de Psicologia, Terapia Ocupacional, Serviço Social, Enfermagem, Medicina e Educação. Técnicos dos serviços de Saúde Mental, como Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), hospitais-dia, centros de convivência, moradias assistidas, oficinas terapêuticas, emergências psiquiátricas e ambulatórios.
Valor por módulo: R$ 900 (parcelado em 4 cheques de R$ 225).
Informações e inscrições para o módulo “Interfaces do AT” com Karina (karina@acasa.com.br) e para o módulo “A Clínica do AT” com Vilma (vilma@acasa.com.br).
Horário para inscrições:
- segundas às quintas, das 12h30 às 13h30 e das 16h às 17h.
- sextas-feiras, das 14h30 às 17h.
Local: Instituto A Casa, rua Dr. João Maia, 118, Aclimação (próximo ao metrô Ana Rosa).
Telefone: (11) 5574-0677
VAGAS LIMITADAS
Módulo: A clínica do Acompanhamento Terapêutico
Coordenação: Beatriz Almeida
Horário: quartas, das 20h às 22h.
Data: 10/08 a 30/11
Inscrições: até 08/08
10/08 Apresentação
Beatriz Almeida
17/08 Contrato e enquadre no AT
Nelson Carrozzo
24/08 AT com idosos
Luciana Rebello
31/08 Os três tempos do Édipo (discussão de texto de Jacques Lacan)
Beatriz Almeida
14/09 Transferência na psicose
Bruna Leite
21/09 Paranóia
Luis Guilherme Coelho Mola
28/09 Esquizofrenia
Beatriz Almeida
05/10 Secretários do alienado
Rafael Rocha Daud
19/10 Discussão de caso clínico
Beatriz Almeida
26//10 Mania, melancolia e seus estados limites
Christian Dunker
09/11 Angústia na síndrome do pânico e nas depressões
Welson Barbato
16/11 Estabilização da psicose (discussão de texto de Colette Soler)
Beatriz Almeida
23/11 Adicções
José Waldemar Turna
30/11 Clínica na Instituição
Maria Lívia Tourinho Moretto
Módulo: Interfaces do Acompanhamento Terapêutico
Coordenação: Clarissa Metzger
Horário: sábados, quinzenalmente, das 14h às 18h.
Data: de 20/08 a 19/11
Inscrições: até 16/08
20/08 Apresentação
Coordenação
História da loucura
Adriana Canepa Barbosa
03/09 Análise institucional
Isabel Marazina
Acompanhamento Terapêutico na rede pública
Débora Marinho
17/09 Coordenação
Clarissa Metzger
Sujeito, grupo e instituição
Nelson Carrozzo
01/10 Psicanálise e instituições de saúde mental
Rogério Lerner
O AT nas organizações sociais
João Carlos G. da Franca
15/10 Discussão de caso clínico
Clarissa Metzger
Narcisismo e constituição do eu
Clarissa Metzger
29/10 Psicose estabilizada e laço social
Ana Paula Musatti Braga
Acompanhamento Terapêutico e família
Thais Garrafa
19/11 Trabalho em rede e interdisciplinaridade
Sônia Maria Leonardi Ferrari
Encerramento
Clarissa Metzger
Estágio supervisionado do Curso de Formação em AT
Coordenação e supervisão: Beatriz Almeida e Clarissa Metzger
Dirigido a alunos do Curso de Formação em AT.
Duração: 1 ano.
Frequência: semanal
Atividades previstas: atendimento individual semanal (2 horas) e supervisão semanal em pequenos grupos, além de reuniões eventuais com os serviços de saúde mental parceiros para discussão do caso de acompanhamento terapêutico do estagiário.
Admissão: através de entrevista com uma das supervisoras:
- Beatriz Almeida: acompanhamentoterapeutico@gmail.com
- Clarissa Metzger: clarissa2007@uol.com.br
Mensalidade: R$ 175 (12 cheques pré-datados).
Entrevista: R$ 60.
Palestrantes convidados:
Ana Paula Musatti Braga
Psicanalista, mestre em Psicologia Clínica pelo IP/USP, membro do Laboratório Psicanálise e Sociedade do Depto. de Psicologia Clínica do IP/USP, ex-terapeuta do Instituto A CASA.
Beatriz Almeida
Psicanalista, membro da Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano – SP (EPFCL-SP), coordenadora da rede de pesquisa sobre as psicoses da EPFCL–SP, professora, coordenadora e supervisora clínica do Curso de AT do Instituto A CASA, coordenadora e supervisora clínica da equipe NÓS Acompanhamento Terapêutico.
Bruna Leite
Psicóloga clínica e acompanhante terapêutica formada pelo Instituto A Casa, coordenadora do hospital-dia do Hospital Vera Cruz, coordenadora do Serviço Residencial Terapêutico Itaquera da Secretária Municipal de Saúde de SP em parceria com a Associação Saúde da Família, membro da equipe NÓS Acompanhamento Terapêutico.
Christian Dunker
Psicanalista, doutor em Psicologia pelo IP/USP com pós-doutorado pela Manchester Metropolitan University, professor livre-docente do Depto. de Psicologia Clínica do IP/USP, membro da EPFCL–SP, autor dos livros: “Lacan e a Clínica da Interpretação“, ed. Hacker e “O Cálculo Neurótico do Gozo”, ed. Escuta, dentre outros.
Clarissa Metzger
Psicanalista, doutoranda em Psicologia Clínica pelo IP/USP, mestre em Psicologia Social pelo IP/USP, coordenadora, professora e supervisora clínica do Curso de AT do Instituto A CASA, coordenadora e supervisora clínica da Equipe Hiato de Acompanhamento Terapêutico, membro do Laboratório Psicanálise e Sociedade do Depto. de Psicologia Clínica do IP/USP
Débora Marinho
Psicóloga clínica, acompanhante terapêutica, coordenadora e supervisora da equipe de AT do Instituto A CASA, psicóloga do CAPS Itaim Bibi, aprimoramento multiprofissional em saúde mental pelo CAPS Prof. Luis da Rocha Cerqueira (SES- PIDA|USP), Mestre pela EE | USP.
Isabel Marazina
Psicanalista, analista institucional e supervisora de diversos estabelecimentos de Saúde Mental da rede pública em São Paulo, mestre em Psicologia Clinica pela PUC-SP e doutoranda da FSP/USP.
João Carlos G. da Franca
Coordenador da ONG Camará, conselheiro do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente de São Vicente.
José Waldemar Thiesen Turna
Psicanalista, mestre em Psicologia Clínica pela PUC/SP, coordenador técnico da Casa de Saúde São João de Deus, membro do Laboratório de Psicopatologia Fundamental da PUC/SP, professor do CEP Centro de Estudos Psicanalíticos.
Luciana Rebello
Psicóloga clínica e acompanhante terapêutica, especialista em Psicologia Hospitalar, membro do núcleo de Acompanhamento Terapêutico e envelhecimento da ONG Ger-ações Pesquisas e Ações em Gerontologia, supervisora do Programa Acompanhante de Idosos da Secretária Municipal de Saúde – São Paulo.
Luis Guilherme Coelho Mola
Psicanalista, doutor em Psicologia pelo IP/USP, membro da EPFCL–SP, membro do Núcleo de Psicanálise e Sociedade da PUC/SP.
Maria Lívia Tourinho Moretto
Psicanalista, doutora em Psicologia pelo IP/USP, professora do Departamento de Psicologia Clínica do IP/USP, membro do FCL–SP, autora do livro “O que pode um analista no hospital?“, ed. Casa do Psicólogo.
Nelson Carrozzo
Psiquiatra, psicanalista, analista institucional.
Rafael Rocha Daud
Psicanalista e acompanhante terapêutico, mestrando em Psicologia Social pela PUC/SP, membro da equipe NÓS Acompanhamento Terapêutico.
Rogério Lerner
Psicólogo, psicanalista, professor livre-docente do IP/USP, autor do livro “A psicanálise no discurso de agentes de saúde mental” (FAPESP/Casa do Psicólogo), dentre outros.
Sonia Maria Leonardi Ferrari
Terapeuta Ocupacional, diretora do Instituto A Casa, diretora do CETO – Centro de Especialidades em Terapia Ocupacional.
Thais Garrafa
Psicanalista; desenvolve atividades clínicas e formativas relacionadas à psicanálise e ao acompanhamento terapêutico.
Welson Barbato
Psicanalista, coordenador de grupos de leitura formativos em Psicanálise, professor de cursos na Casa do Saber, autor do texto “A Estética do Dizer no Sujeito Psicanalítico: reflexões sobre o filme O Carteiro e o Poeta de Michael Radford” publicado no livro “O Desejo em cena, cinema e pensamento psi”, editora Companhia Ilimitada.
Instituto A Casa
Direção:
Beatriz Aguirre
Regina Von Atzingen
Sônia Ferrari
Direção do Departamento de Formação:
Beatriz Aguirre
Coordenação do Curso de Formação em Acompanhamento Terapêutico:
Beatriz Almeida
Clarissa Metzger
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O congresso Internacional sobre o Autismo é um evento interdisciplinar que pretende discutir alternativas de prevenção,
intervenção e pesquisa sobre o Autismo, um quadro clínico cujo comprometimento psíquico acarreta graves dificuldades
em diferentes áreas do desenvolvimento, tais como a comunicação, a socialização, a aprendizagem, atenção e percepção,
entre outros.
Se por um lado, muito se avançou na descrição e diagnóstico deste quadro clínico, favorecendo uma conscientização por
parte da sociedade sobre esse problema – verificado, por exemplo, no trabalho de inclusão de crianças autistas em escolas
regulares -, por outro lado, há ainda muito a se pesquisar no que concerne tanto à detecção precoce quanto à etiologia deste quadro.
De todo modo, as evidências clínicas já indicam a importância do início do tratamento no prognóstico do quadro. Assim, uma detecção precoce, seguida de uma intervenção a tempo é determinante para a diminuição dos danos no desenvolvimento psíquico, ampliando as possibilidades de subjetivação e aprendizagem.
Assim, este evento buscará reunir profissionais de diferentes áreas que, em conjunto, possam fazer avançar tanto o conhecimento científico quanto as políticas públicas de intervenção clínico-educacionais e inclusivas para as crianças autistas.
INFORMAÇÕES GERAIS

LOCAL:
EXPO UNIMED CURITIBA
ANEXO À UNIVERSIDADE POSITIVO
RUA PROF. PEDRO VIRIATO PARIGOT DE SOUZA, 5300 – CAMPO COMPRIDO
CURITIBA – PR
PERÍODO DE REALIZAÇÃO:
24 A 27 DE AGOSTO DE 2011
PÚBLICO ALVO:
PROFISSIONAIS E ESTUDANTES DA ÁREA DA SAÚDE, HUMANAS, EDUCAÇÃO E
GESTÃO DE POLÍTICA PÚBLICAS.
DATA LIMITE PARA SUBMISSÃO DE TRABALHOS:
15 DE MAIO DE 2011.
COORDENAÇÃO:
LEDA MARIZA FISCHER BERNARDINO
PROFESSORA TITULAR DA PUCPR, PÓS DOUTORA EM TRATAMENTO E PREVENÇÃO
PSICOLÓGICA PELA UNIVERSITÊ DENIS-DIDEROT – PARIS 7.
ROSA MARIA MARINI MARIOTTO
PROFESSORA DA PUCPR, DOUTORA EM PSICOLOGIA ESCOLAR E
DESENVOLVIMENTO HUMANO PELA USP.
COMISSÃO EXECUTIVA:
DENISE PLISKIEVISKI BUENO
PSICANALISTA, MEMBRO ASSOCIAÇÃO PSICANALÍTICA DE CURITBA.
ROSÂNGELA NASCIMENTO VERNIZI
PSICANALISTA, MEMBRO ASSOCIAÇÃO PSICANALÍTICA DE CURITIBA.
COMISSÃO CIENTÍFICA
LEDA MARIZA FISCHER BERNARDINO
(Psicanalista, membro da APC, doutora em Psicologia do Desenvolvimento, professora da PUCPR)
(Psicanalista, Membro da APC, Professora da Universidade Tuiuti do Paraná, doutora em Psicologia Clínica)
(Psicanalista, Doutor em Psicologia do Desenvolvimento, membro da APPOA/ Centro Lydia Coriat de Porto Alegre/
FEPI da Argentina)
(Psicanalista, doutora em Psicologia do Desenvolvimento, professora titular do Instituto de Psicologia da USP)
(Psicanalista, doutora em Psicologia Clínica, professora e vice-diretora da Faculdade de Psicologia da UFMG)
(Psicanalista, ABENEPI-RJ)
(Psicanalista, doutora em Psicologia clínica, membro da Association Lacanienne Internationale)
PAULINA ROCHA
(Lingüista, psicanalista, membro do Círculo Psicanalítico de Recife e diretora do Centro de Pesquisas
em Psicanálise e Linguagem de Pernambuco)
CONFERENCISTAS INTERNACIONAIS CONFIRMADOS:
Professor de Neuropsiquiatria Infantil da Fondatione Stella Maris, diretor da Unidade de Psiquiatria do Departamento de Neurociências da Idade Evolutiva da Faculdade de Medicina de Pisa (Itália).
Chefe de Departamento de Psiquiatria Infantil do Hospital Pitié Salpétrière Autor, juntamente com Daniel Marcelli, do livro “Infância e Psicopatologia” (Publicado no Brasil pela Editora Artmed) Paris (França).
Psicólogo clínico, do Departamento de Psicologia Clínica do Hospital for Sick Children de Edimburgo, Escócia. Expert em diagnóstico precoce e tratamento do autismo. Autor, juntamente com Colwyn Trevarthen, do livro “Children with Autism” ((J.Kingstey Publishers, 1998) e do livro “Dietary Interventions in Autism Spectrum Disorders”.
Analista membro da Association Lacanienne Internationale
Idealizadora da pesquisa PréAut – prevenção do Autismo Doutora em Psicologia Clínica pela Université Paris XIII, na qual é professora convidada. Psicanalista no Centre Alfred Binet. Autora dos livros “O que a psicanálise pode ensinar sobre o autismo” (Ed. Ágalma, 1991), “Rumo à palavra - três crianças autistas em psicanálise” (Ed. Escuta, 1997) e “A voz da sereia – o autismo e os impassses na constituição do sujeito” (Ed. Ágalma, 2004).