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Mais do que não se saber o que fazer com o crack, não se sabe falar dele. Antonio Lancetti*
Com honrosas exceções, como a matéria de Eduardo Duarte Zanelato publicada
pela revista Época, caderno São Paulo, no dia 27 de março passado e
intitulada “Elas tiram as pedras do caminho, a rotina das agentes de saúde
que trabalham na cracolândia para convencer os usuários de drogas a se
tratarem da dependência”, a mídia tem se dedicado a publicar matérias e
programas televisivos sensacionalistas e irresponsáveis a respeito do crack.
Muitas equipes de reportagem acompanharam o trabalho de agentes de saúde,
enfermeiros e médicos que conseguem romper o cerco que existe entre esses
intocáveis e o resto da sociedade. Foram testemunhas da persistência desses
trabalhadores do SUS, do conhecimento de histórias de pessoas com vidas
difíceis, quando não escabrosas, que são cuidados, que pedem ajuda. Mas não
deram uma linha a respeito.
Esses repórteres conheceram homens, mulheres, jovens e crianças que deram um
curso inesperado a suas vidas, e estão sendo atendidos pelas equipes de
saúde da família ou pelos Centros de Atenção Psicossocial – CAPS Álcool e
Drogas e Infantil da Sé, mas preferem divulgar a ideia de que, se você fumar
uma pedra de crack, nunca mais se livrará dela, que a pedra custa cinco
reais e que por dois reais você pode adquirir outra destilada com querosene
ou gasolina chamada oxi. E dá o endereço: Rua Dino Bueno com Helvetia ou seu
entorno chamado “cracolândia paulistana”.
Depois da carga midiática, a população flutuante que frequenta a região dos
Campos Elíseos e adjacências aumentou significativamente. Se durante a
semana há centenas de pessoas nas ruas usando crack, durante o fim de semana
são milhares. É só conferir.
Em 1979, Gilles Deleuze produziu um texto luminoso que começa afirmando:
“Está claro que não se sabe o que fazer com a droga (mesmo com os drogados),
porém não se sabe melhor como falar dela” (Duas Questões, in SaúdeLoucura 3,
Hucitec, São Paulo, 1991). Hoje, em 2011, também não sabemos o que fazer com
a droga, temos muitas dificuldades para cuidar dos drogados e não sabemos,
ou sabemos muito mal falar dela.
Quando alguém se candidata a tratar, cuidar ou, ilusoriamente, salvar essas
pessoas, passa a fazer parte de um conjunto-droga: produção, distribuição,
consumo, repressão, tratamento… Ser cuidador dessas pessoas requer
adentrar em um território complexo, controverso e fascinante.
De que serve o consultório se eles não vão às consultas? Ou as unidades de
saúde que abrem às 7 horas da manhã, se a vida nas bocadas invade a
madrugada?
Em São Paulo, os profissionais do Sistema Único de Saúde conseguem se
vincular com essas pessoas, baseados na práxis do cuidado, na posição ética
de defensores da vida e de promotores de cidadania. Mas esses profissionais
enfrentam inúmeros obstáculos.
Quanto custa conhecer a biografia de um “noia”? Conseguir que a pessoa tire
seus documentos e adira ao tratamento de sua tuberculose, sífilis ou AIDS?
Ainda mais quando chegam os guardas municipais, com seus famosos rapas e
deixam essas pessoas sem documento e sem remédios. O afeto dos agentes de
saúde colide com o gás de pimenta da GCM Guarda Civil Metropolitana, a
truculência da Polícia Militar, a falta de vagas em abrigos, a ausência de
locais atrativos para homens e mulheres como um dia foi o Boraceia.
Na edição 56 da revista Piauí, Roberto Pompeu de Toledo, em “Crianças do
Crack”, mostrou detalhes da vida de alguns jovens e algumas crianças e o
impasse sistemático da metodologia do Serviço de Atenção Integral ao
Dependente (SAID), hospital psiquiátrico conveniado com a Prefeitura de São
Paulo e que importa um pacote de tratamento norte-americano.
Os meninos e meninas magistralmente descritos nessa matéria lá estão, em sua
grande maioria graças ao vínculo de confiança conquistado pelos agentes de
saúde, médicos e enfermeiros do Projeto Centro Legal e do Programa de Saúde
da Família do Centro da Cidade de São Paulo. Porém, uma vez lá internados,
nessa e em outras clínicas, eles perdem o contato com seus cuidadores. A
metodologia centrada exclusivamente na internação hospitalar não se
relaciona com os universos onde as pessoas vivem e por isso os processos
terapêuticos ficam truncados.
É preciso repetir incansavelmente: não é possível enfrentar de modo
simplificado problemas de tamanha complexidade.
Não é verdade que se você experimenta uma vez uma pedra de crack se tornará
um viciado, essa ideia só funciona como alma do negócio.
Não é verdade que a internação seja “a solução” para o tratamento dos
drogados, se assim fosse não haveria nas clínicas pessoas com 30, 40 ou 50
internações.
Também não é verdade que os verdadeiros toxicômanos mudem com qualquer
metodologia clínica conhecida.
É preciso ter condições sociais, relacionais, biológicas e institucionais
para se transformar em um verdadeiro toxicômano.
Mas cocaína e crack são absolutamente funcionais a uma sociedade que
funciona por falta. O efeito fundamental dessas drogas é o da fissura, da
falta de drogas e é disso que as pessoas se tornam adictos: da falta do
produto e do produto que produz quimicamente falta.
E assim como a sociedade capitalista vive da produção de falta, a mídia vive
da produção de notícia ruim. Os espectadores e leitores, transformados em
voyeurs, consomem horas de TV e páginas de jornais e revistas.
Mas a formação do caráter do cuidador ensina ao mesmo tempo nunca cantar
vitória e procurar os pontos e linhas de vida em qualquer experiência. Vemos
que nem tudo está perdido. Enquanto termino de redigir estas linhas, leio na
Folha de S.Paulo a entrevista de Paulina Duarte, Secretária Nacional de
Políticas sobre Drogas, sob o título “Falar que o País vive epidemia de
crack é grande bobagem”, no qual pode se apreciar serenidade e seriedade.
Mais além de começar a desmontar essas ideias alarmistas e que incitam ao
consumo, a mídia poderia se questionar a respeito da eficácia de sua ação e
divulgar com maior cuidado os resultados positivos do trabalho de tratamento
dos CAPS – Álcool e Drogas, dos consultórios de rua, da equipes de redutores
de danos, dos atendimentos de urgência em hospitais e pronto socorros, etc.
O trabalho das equipes de Saúde da Família do Centro da Cidade de São Paulo
precisa ser estudado. Elas são a porta de entrada para um mundo quase
impenetrável e se pudessem atuar de modo integrado, sem dúvida, teriam maior
eficácia. Nunca esquecendo de que o problema das drogas não é de exclusiva
competência da saúde.
As manobras e propagandas contra as drogas só promovem exclusão e incitação
ao uso. E por outro lado, como afirmou um enfermeiro que atua na região, a
cracolândia é o lugar mais democrático da cidade, ali qualquer um é aceito.
Divulgando cada passo positivo, valorizando o trabalho desses cuidadores, a
mídia provavelmente não faria bons negócios, mas contribuiria para uma das
mais preciosas tarefas da construção da democracia: a de tratar como
cidadãos os nossos piores congêneres.
*Psicanalista, autor de Clínica Peripatética (Editora Hucitec). Morador do
bairro Campos Elíseos, em São Paulo, próximo à cracolândia.
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O Instituto A Casa – pioneiro na clínica do Acompanhamento Terapêutico (AT) em São Paulo – com mais de 30 anos de experiência no tratamento de psicoses e de outras psicopatologias, oferece o Curso de Formação em AT.
O Curso tem na Psicanálise um importante referencial e também contempla outras teorias que dialogam com a clínica ampliada, preconizada pela Reforma Psiquiátrica.
Organizamos o Curso em palestras ministradas por acompanhantes terapêuticos, psicanalistas e outros profissionais da área da Saúde Mental, convidados para abordar temas pertinentes ao Acompanhamento Terapêutico. Além das palestras, o curso é composto por encontros com as coordenadoras do Curso, voltados à discussão clínica, esclarecimento de dúvidas e articulação da teoria com a práxis do AT, de modo a promover a participação ativa dos alunos.
Concebemos o Curso em quatro módulos temáticos: “Fundamentos do AT”, “Clínica do AT”, “AT com crianças e adolescentes” e “Interfaces do AT”.
No segundo semestre de 2011 serão realizados os módulos: “Interfaces do AT” e “A Clínica do AT”.
Os módulos são semestrais e independentes, permitindo aos alunos realizarem um ou mais módulos, como forma de complementar sua formação ou optarem pela Formação em Acompanhamento Terapêutico, que inclui a realização dos quatro módulos e entrega de trabalho de conclusão individual (orientado pelas coordenadoras do Curso), com opção de estágio supervisionado.
Público-alvo: profissionais e estudantes de Psicologia, Terapia Ocupacional, Serviço Social, Enfermagem, Medicina e Educação. Técnicos dos serviços de Saúde Mental, como Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), hospitais-dia, centros de convivência, moradias assistidas, oficinas terapêuticas, emergências psiquiátricas e ambulatórios.
Valor por módulo: R$ 900 (parcelado em 4 cheques de R$ 225).
Informações e inscrições para o módulo “Interfaces do AT” com Karina (karina@acasa.com.br) e para o módulo “A Clínica do AT” com Vilma (vilma@acasa.com.br).
Horário para inscrições:
- segundas às quintas, das 12h30 às 13h30 e das 16h às 17h.
- sextas-feiras, das 14h30 às 17h.
Local: Instituto A Casa, rua Dr. João Maia, 118, Aclimação (próximo ao metrô Ana Rosa).
Telefone: (11) 5574-0677
VAGAS LIMITADAS
Módulo: A clínica do Acompanhamento Terapêutico
Coordenação: Beatriz Almeida
Horário: quartas, das 20h às 22h.
Data: 10/08 a 30/11
Inscrições: até 08/08
10/08 Apresentação
Beatriz Almeida
17/08 Contrato e enquadre no AT
Nelson Carrozzo
24/08 AT com idosos
Luciana Rebello
31/08 Os três tempos do Édipo (discussão de texto de Jacques Lacan)
Beatriz Almeida
14/09 Transferência na psicose
Bruna Leite
21/09 Paranóia
Luis Guilherme Coelho Mola
28/09 Esquizofrenia
Beatriz Almeida
05/10 Secretários do alienado
Rafael Rocha Daud
19/10 Discussão de caso clínico
Beatriz Almeida
26//10 Mania, melancolia e seus estados limites
Christian Dunker
09/11 Angústia na síndrome do pânico e nas depressões
Welson Barbato
16/11 Estabilização da psicose (discussão de texto de Colette Soler)
Beatriz Almeida
23/11 Adicções
José Waldemar Turna
30/11 Clínica na Instituição
Maria Lívia Tourinho Moretto
Módulo: Interfaces do Acompanhamento Terapêutico
Coordenação: Clarissa Metzger
Horário: sábados, quinzenalmente, das 14h às 18h.
Data: de 20/08 a 19/11
Inscrições: até 16/08
20/08 Apresentação
Coordenação
História da loucura
Adriana Canepa Barbosa
03/09 Análise institucional
Isabel Marazina
Acompanhamento Terapêutico na rede pública
Débora Marinho
17/09 Coordenação
Clarissa Metzger
Sujeito, grupo e instituição
Nelson Carrozzo
01/10 Psicanálise e instituições de saúde mental
Rogério Lerner
O AT nas organizações sociais
João Carlos G. da Franca
15/10 Discussão de caso clínico
Clarissa Metzger
Narcisismo e constituição do eu
Clarissa Metzger
29/10 Psicose estabilizada e laço social
Ana Paula Musatti Braga
Acompanhamento Terapêutico e família
Thais Garrafa
19/11 Trabalho em rede e interdisciplinaridade
Sônia Maria Leonardi Ferrari
Encerramento
Clarissa Metzger
Estágio supervisionado do Curso de Formação em AT
Coordenação e supervisão: Beatriz Almeida e Clarissa Metzger
Dirigido a alunos do Curso de Formação em AT.
Duração: 1 ano.
Frequência: semanal
Atividades previstas: atendimento individual semanal (2 horas) e supervisão semanal em pequenos grupos, além de reuniões eventuais com os serviços de saúde mental parceiros para discussão do caso de acompanhamento terapêutico do estagiário.
Admissão: através de entrevista com uma das supervisoras:
- Beatriz Almeida: acompanhamentoterapeutico@gmail.com
- Clarissa Metzger: clarissa2007@uol.com.br
Mensalidade: R$ 175 (12 cheques pré-datados).
Entrevista: R$ 60.
Palestrantes convidados:
Ana Paula Musatti Braga
Psicanalista, mestre em Psicologia Clínica pelo IP/USP, membro do Laboratório Psicanálise e Sociedade do Depto. de Psicologia Clínica do IP/USP, ex-terapeuta do Instituto A CASA.
Beatriz Almeida
Psicanalista, membro da Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano – SP (EPFCL-SP), coordenadora da rede de pesquisa sobre as psicoses da EPFCL–SP, professora, coordenadora e supervisora clínica do Curso de AT do Instituto A CASA, coordenadora e supervisora clínica da equipe NÓS Acompanhamento Terapêutico.
Bruna Leite
Psicóloga clínica e acompanhante terapêutica formada pelo Instituto A Casa, coordenadora do hospital-dia do Hospital Vera Cruz, coordenadora do Serviço Residencial Terapêutico Itaquera da Secretária Municipal de Saúde de SP em parceria com a Associação Saúde da Família, membro da equipe NÓS Acompanhamento Terapêutico.
Christian Dunker
Psicanalista, doutor em Psicologia pelo IP/USP com pós-doutorado pela Manchester Metropolitan University, professor livre-docente do Depto. de Psicologia Clínica do IP/USP, membro da EPFCL–SP, autor dos livros: “Lacan e a Clínica da Interpretação“, ed. Hacker e “O Cálculo Neurótico do Gozo”, ed. Escuta, dentre outros.
Clarissa Metzger
Psicanalista, doutoranda em Psicologia Clínica pelo IP/USP, mestre em Psicologia Social pelo IP/USP, coordenadora, professora e supervisora clínica do Curso de AT do Instituto A CASA, coordenadora e supervisora clínica da Equipe Hiato de Acompanhamento Terapêutico, membro do Laboratório Psicanálise e Sociedade do Depto. de Psicologia Clínica do IP/USP
Débora Marinho
Psicóloga clínica, acompanhante terapêutica, coordenadora e supervisora da equipe de AT do Instituto A CASA, psicóloga do CAPS Itaim Bibi, aprimoramento multiprofissional em saúde mental pelo CAPS Prof. Luis da Rocha Cerqueira (SES- PIDA|USP), Mestre pela EE | USP.
Isabel Marazina
Psicanalista, analista institucional e supervisora de diversos estabelecimentos de Saúde Mental da rede pública em São Paulo, mestre em Psicologia Clinica pela PUC-SP e doutoranda da FSP/USP.
João Carlos G. da Franca
Coordenador da ONG Camará, conselheiro do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente de São Vicente.
José Waldemar Thiesen Turna
Psicanalista, mestre em Psicologia Clínica pela PUC/SP, coordenador técnico da Casa de Saúde São João de Deus, membro do Laboratório de Psicopatologia Fundamental da PUC/SP, professor do CEP Centro de Estudos Psicanalíticos.
Luciana Rebello
Psicóloga clínica e acompanhante terapêutica, especialista em Psicologia Hospitalar, membro do núcleo de Acompanhamento Terapêutico e envelhecimento da ONG Ger-ações Pesquisas e Ações em Gerontologia, supervisora do Programa Acompanhante de Idosos da Secretária Municipal de Saúde – São Paulo.
Luis Guilherme Coelho Mola
Psicanalista, doutor em Psicologia pelo IP/USP, membro da EPFCL–SP, membro do Núcleo de Psicanálise e Sociedade da PUC/SP.
Maria Lívia Tourinho Moretto
Psicanalista, doutora em Psicologia pelo IP/USP, professora do Departamento de Psicologia Clínica do IP/USP, membro do FCL–SP, autora do livro “O que pode um analista no hospital?“, ed. Casa do Psicólogo.
Nelson Carrozzo
Psiquiatra, psicanalista, analista institucional.
Rafael Rocha Daud
Psicanalista e acompanhante terapêutico, mestrando em Psicologia Social pela PUC/SP, membro da equipe NÓS Acompanhamento Terapêutico.
Rogério Lerner
Psicólogo, psicanalista, professor livre-docente do IP/USP, autor do livro “A psicanálise no discurso de agentes de saúde mental” (FAPESP/Casa do Psicólogo), dentre outros.
Sonia Maria Leonardi Ferrari
Terapeuta Ocupacional, diretora do Instituto A Casa, diretora do CETO – Centro de Especialidades em Terapia Ocupacional.
Thais Garrafa
Psicanalista; desenvolve atividades clínicas e formativas relacionadas à psicanálise e ao acompanhamento terapêutico.
Welson Barbato
Psicanalista, coordenador de grupos de leitura formativos em Psicanálise, professor de cursos na Casa do Saber, autor do texto “A Estética do Dizer no Sujeito Psicanalítico: reflexões sobre o filme O Carteiro e o Poeta de Michael Radford” publicado no livro “O Desejo em cena, cinema e pensamento psi”, editora Companhia Ilimitada.
Instituto A Casa
Direção:
Beatriz Aguirre
Regina Von Atzingen
Sônia Ferrari
Direção do Departamento de Formação:
Beatriz Aguirre
Coordenação do Curso de Formação em Acompanhamento Terapêutico:
Beatriz Almeida
Clarissa Metzger
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O congresso Internacional sobre o Autismo é um evento interdisciplinar que pretende discutir alternativas de prevenção,
intervenção e pesquisa sobre o Autismo, um quadro clínico cujo comprometimento psíquico acarreta graves dificuldades
em diferentes áreas do desenvolvimento, tais como a comunicação, a socialização, a aprendizagem, atenção e percepção,
entre outros.
Se por um lado, muito se avançou na descrição e diagnóstico deste quadro clínico, favorecendo uma conscientização por
parte da sociedade sobre esse problema – verificado, por exemplo, no trabalho de inclusão de crianças autistas em escolas
regulares -, por outro lado, há ainda muito a se pesquisar no que concerne tanto à detecção precoce quanto à etiologia deste quadro.
De todo modo, as evidências clínicas já indicam a importância do início do tratamento no prognóstico do quadro. Assim, uma detecção precoce, seguida de uma intervenção a tempo é determinante para a diminuição dos danos no desenvolvimento psíquico, ampliando as possibilidades de subjetivação e aprendizagem.
Assim, este evento buscará reunir profissionais de diferentes áreas que, em conjunto, possam fazer avançar tanto o conhecimento científico quanto as políticas públicas de intervenção clínico-educacionais e inclusivas para as crianças autistas.
INFORMAÇÕES GERAIS

LOCAL:
EXPO UNIMED CURITIBA
ANEXO À UNIVERSIDADE POSITIVO
RUA PROF. PEDRO VIRIATO PARIGOT DE SOUZA, 5300 – CAMPO COMPRIDO
CURITIBA – PR
PERÍODO DE REALIZAÇÃO:
24 A 27 DE AGOSTO DE 2011
PÚBLICO ALVO:
PROFISSIONAIS E ESTUDANTES DA ÁREA DA SAÚDE, HUMANAS, EDUCAÇÃO E
GESTÃO DE POLÍTICA PÚBLICAS.
DATA LIMITE PARA SUBMISSÃO DE TRABALHOS:
15 DE MAIO DE 2011.
COORDENAÇÃO:
LEDA MARIZA FISCHER BERNARDINO
PROFESSORA TITULAR DA PUCPR, PÓS DOUTORA EM TRATAMENTO E PREVENÇÃO
PSICOLÓGICA PELA UNIVERSITÊ DENIS-DIDEROT – PARIS 7.
ROSA MARIA MARINI MARIOTTO
PROFESSORA DA PUCPR, DOUTORA EM PSICOLOGIA ESCOLAR E
DESENVOLVIMENTO HUMANO PELA USP.
COMISSÃO EXECUTIVA:
DENISE PLISKIEVISKI BUENO
PSICANALISTA, MEMBRO ASSOCIAÇÃO PSICANALÍTICA DE CURITBA.
ROSÂNGELA NASCIMENTO VERNIZI
PSICANALISTA, MEMBRO ASSOCIAÇÃO PSICANALÍTICA DE CURITIBA.
COMISSÃO CIENTÍFICA
LEDA MARIZA FISCHER BERNARDINO
(Psicanalista, membro da APC, doutora em Psicologia do Desenvolvimento, professora da PUCPR)
(Psicanalista, Membro da APC, Professora da Universidade Tuiuti do Paraná, doutora em Psicologia Clínica)
(Psicanalista, Doutor em Psicologia do Desenvolvimento, membro da APPOA/ Centro Lydia Coriat de Porto Alegre/
FEPI da Argentina)
(Psicanalista, doutora em Psicologia do Desenvolvimento, professora titular do Instituto de Psicologia da USP)
(Psicanalista, doutora em Psicologia Clínica, professora e vice-diretora da Faculdade de Psicologia da UFMG)
(Psicanalista, ABENEPI-RJ)
(Psicanalista, doutora em Psicologia clínica, membro da Association Lacanienne Internationale)
PAULINA ROCHA
(Lingüista, psicanalista, membro do Círculo Psicanalítico de Recife e diretora do Centro de Pesquisas
em Psicanálise e Linguagem de Pernambuco)
CONFERENCISTAS INTERNACIONAIS CONFIRMADOS:
Professor de Neuropsiquiatria Infantil da Fondatione Stella Maris, diretor da Unidade de Psiquiatria do Departamento de Neurociências da Idade Evolutiva da Faculdade de Medicina de Pisa (Itália).
Chefe de Departamento de Psiquiatria Infantil do Hospital Pitié Salpétrière Autor, juntamente com Daniel Marcelli, do livro “Infância e Psicopatologia” (Publicado no Brasil pela Editora Artmed) Paris (França).
Psicólogo clínico, do Departamento de Psicologia Clínica do Hospital for Sick Children de Edimburgo, Escócia. Expert em diagnóstico precoce e tratamento do autismo. Autor, juntamente com Colwyn Trevarthen, do livro “Children with Autism” ((J.Kingstey Publishers, 1998) e do livro “Dietary Interventions in Autism Spectrum Disorders”.
Analista membro da Association Lacanienne Internationale
Idealizadora da pesquisa PréAut – prevenção do Autismo Doutora em Psicologia Clínica pela Université Paris XIII, na qual é professora convidada. Psicanalista no Centre Alfred Binet. Autora dos livros “O que a psicanálise pode ensinar sobre o autismo” (Ed. Ágalma, 1991), “Rumo à palavra - três crianças autistas em psicanálise” (Ed. Escuta, 1997) e “A voz da sereia – o autismo e os impassses na constituição do sujeito” (Ed. Ágalma, 2004).
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VI CONGRESO INTERNACIONAL DE ACOMPAÑAMIENTO TERAPÉUTICO.
INTEGRACIONES CONCEPTUALES HACIA UNA PROFESIONALIZACIÓN DE NUESTRA PRÁCTICA
BUENOS AIRES – ARGENTINA
10, 11 Y 12 DE NOVIEMBRE 2011
Hotel Bauen Av. Callao 360
CONVOCATORIA A PRESENTACIÓN DE TRABAJOS
Ejes Temáticos
1. Inclusión del acompañante terapéutico en equipos interdisciplinarios.
2. Espacios comunitarios y Acompañamiento terapéutico. Desafíos ante la vulnerabilidad psicosocial.
3. El At en procesos de desinstitucionalización hospitalarias, procesos de externación asistida.
4. Clínica Actual y At. Pacientes de difícil abordaje terapéutico.
5. El At transitando espacios públicos y privados.
6. Aspectos legales del at. El at en las leyes de salud mental.
7. Ética y At
8. Estado actual del AT en el exterior y en la Rep. Arg. (filiales)
9. Derechos humanos y acompañamiento terapéutico.
10. Formación del Acompañante terapéutico.
Normativas para la presentación de trabajos
1. Presentación de Abstract
-200 palabras-
Formato: hoja A4
Fuente: Arial, cuerpo 12, interlineado 1 ½, titulo en Arial 14 con negrita.
Enviar: copia en archivo adjunto de Word, vía e-mail.
Detallar: nombre, profesión domicilio, teléfono, fax, e-mail, de todos los realizadores del trabajo.
Indicar el eje Temático en el que esta incluido.
Explicar la modalidad de presentación.
Indicar si pertenece a una institución pública o privada.
Fecha límite de presentación de abstracts: 15 de septiembre de 2011
2. Presentación trabajos:
-máximo 4 carillas-
Formato: hoja A4.
Fuente: Arial, cuerpo 12, interlineado 1 ½, titulo en Arial 14 con negrita.
Enviar: copia en archivo adjunto de Word, vía e-mail.
Detallar: nombre, profesión domicilio, teléfono, fax, e-mail, de todos los realizadores del trabajo.
Indicar el eje Temático en el que esta incluido.
Explicar la modalidad de presentación.
Indicar si pertenece a una institución pública o privada.
Fecha límite de presentación de trabajos: 15 de octubre de 2011
MODALIDAD DE PRESENTACIÓN DE LOS TRABAJOS:
1- Trabajos Individuales sobre temas propuestos
2- Presentación Institucionales
OPCIONES DE ALOJAMIENTO Y HOSPEDAJE
1) Se han reservado algunas habitaciones en el Hotel Bauen, las cuales tienen un costo de u$s 40.- diarios por persona (base habitación doble), la disponibilidad es acotada por lo que se recomienda a quienes opten por esta alternativa nos hagan llegar su confirmación para asegurarse el lugar. Por su excelente ubicación, la categoría del hotel y la ventaja de ser la sede del evento, es una alternativa muy recomendable a un valor muy conveniente.
2) Para quienes el costo de la opción anterior resulte excesivo, o quienes prefieran alternativas con mayores comodidades, pueden hacernos llegar sus preferencias a fin de evaluar otras alternativas.
3) Está previsto organizar una red de alojamiento familiar en casa de los colegas vinculados a la organización, para aquellos colegas extranjeros o del interior del país que tengan dificultades para solventar sus gastos de alojamiento y estadía. En este caso, se abrirá un listado a fin de facilitar su participación a las personas que lo soliciten.
COSTOS ANTES DEL 15 DE AGOSTO
PROFESIONALES $ 300
ESTUDIANTES $ 250
AFILIADOS A AATRA CUOTA AL DIA $ 200
AFILIADOS A AATRA SIN CUOTA AL DIA $250
DESCUENTO POR GRUPOS DE 5 PERSONAS %20
(ejemplo Estudiantes $200 Afiliados $160)
DESCUENTO A FILIALES AATRA %20
Informes: informesbsas@aatra.org.ar
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Fonte: Agência USP de Notícias: http://www.usp.br/agen/
Publicado em 28/abril/2011
O trabalho realizado nos Centros de Apoio Psicossocial (CAPs) da cidade de São Paulo seria beneficiado caso os profissionais de saúde tivessem maiores possibilidades de acesso a atividades de cultura e arte. Esta é uma das constatações de uma pesquisa de mestrado realizada pela terapeuta ocupacional Ana Tereza Costa Galvanese na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). “Os professores da rede municipal de ensino da Capital, por exemplo, pagam meia-entrada nos cinemas e teatros, mas esse benefício não é estendido para os profissionais de saúde que trabalham com atividades de arte e cultura, como acontece nos CAPs”, aponta.
Estudo analisou 126 atividades culturais e artísticas dos Centros de Apoio Psicossocial
Os CAPs existem em todo o Brasil e surgiram a partir da reforma psiquiátrica brasileira. Eles visam a substituição do antigo modelo, pautado no asilamento em hospitais psiquiátricos fechados, por uma proposta inovadora de atendimento em rede de cuidados, horizontalizado e de base territorial. A pesquisadora explica que os Centros são direcionados para pessoas com transtornos mentais mais severos e persistentes, como depressão grave e alguns casos de esquizofrenia. Entre outras formas de cuidado, eles oferecem atividades como música, artes plásticas, teatro, dança, cinema, fotografia, vídeo, etc., tanto nos próprios centros, como também em conjunto com espaços culturais da comunidade, como bibliotecas e casas de cultura. O trabalho é realizado por uma equipe multidisciplinar, formada por psicólogos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, psiquiatras, arte educadores, etc. E atividades culturais, como cinema, exposições e teatro, são fundamentais para os profissionais desenvolverem os trabalhos com as pessoas atendidas pelos CAPs.
A pesquisadora analisou o tema em sua dissertação de mestrado A produção do cuidado através de atividades de arte e cultura nos Centros de Atenção Psicossocial CAPS / Adultos do município de São Paulo, apresentada em novembro de 2010 na FMUSP, sob a orientação da professora Ana Flávia Pires Lucas D’Oliveira.
Ana Tereza destaca que pessoas atendidas no CAPs são, como muitas outras, produtoras de cultura e de arte. Por isso, deveria ser dada uma maior consideração à produção cultural que os participantes realizam lá. Como exemplo, ela cita o artista plástico Artur Bispo do Rosário (1909 ou 1911 – 1989). Diagnosticado com esquizofrenia paranoide, ele viveu internado em um hospital psiquiátrico durante mais de 50 anos, mas isso não o impediu de produzir dezenas de objetos e peças destacadas no cenário da arte internacional. Mas o trabalho dele somente teve destaque quando se tornou público: “O reconhecimento que se dá a um trabalho de arte e de cultura depende da visibilidade que ele tem na sociedade”, destaca.
Visibilidade
Uma outra conclusão do estudo é a necessidade de dar mais visibilidade às atividades de cultura e lazer realizados no CAPs enquanto formas de trabalho qualificado que beneficiam os pacientes atendidos, a fim de romper com o rótulo de “entretenimento” que muitas dessas iniciativas têm entre os profissionais. “Um profissional de saúde que leva um grupo de pessoas em tratamento para assistir a uma comédia no cinema está realizando um atividade terapêutica, mas isso pode ser encarado de uma maneira equivocada”, explica.
O estudo de Ana Tereza foi realizado entre 2007 e 2009 e faz parte de uma pesquisa mais ampla intitulada Avaliação dos CAPs do município de São Paulo, coordenada pela professora Andréia de Fátima Nascimento, do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Ana Tereza foi uma das participantes da iniciativa e os dados de seu mestrado foram obtidos a partir deste projeto de pesquisa.
No mestrado, Ana Tereza analisou 126 atividades oferecidas em 21 CAPs da cidade direcionados para o público adulto, entre os 22 existentes na época. A análise foi feita com base nos relatórios produzidos por equipes de três pesquisadoras que participaram do projeto da professora Andréia Nascimento. Nos chamados “cadernos de campo” elas anotavam a rotina de todas as atividades oferecidas durante uma semana em cada um dos CAPs, além de breves depoimentos dos profissionais envolvidos em cada trabalho.
Tendências de cuidados
Na análise do material, Ana Tereza verificou a existência de três tendências nos cuidados das pessoas atendidas pelos CAPs. “As mais comuns foram as atividades realizadas exclusivamente dentro dos CAPs, voltadas à ampliação das competências pessoais [como falar, ouvir o outro], às interações dentro dos grupos e o foco no grupo enquanto uma ferramenta terapêutica”, aponta a pesquisadora.
A segunda tendência caracterizou-se por uma perspectiva clínica desenvolvida na interface da arte e da saúde, com desdobramentos em direção ao território. “Isso acontece quando a pessoa atendida pelo CAPs participa de uma oficina de pintura com um artista plástico em um espaço cultural da comunidade em que mora e expõe o próprio trabalho ao lado de uma pessoa da vizinhança. Aqui ele é, de fato, um produtor de cultura”, explica Ana Tereza. “Uma terceira e minoritária tendência se refere a dificuldades na condução das atividades, como a ausência de oportunidades de experiência estética e cultural por meio da atividade, já que essas dependem também dos repertórios dos próprios profissionais. Isso mostra que oferecer ao profissional de saúde mais possibilidades de acesso a atividades culturais pode beneficiar as pessoas que são atendidas nos CAPs”, finaliza a terapeuta.
Mais informações: (14) 8134-4249 ou email anagalvanese@yahoo.com.br
Palavras chave: arte, CAPs, Centros de Apoio Psicossocial, Cultura, FMUSP, reforma psiquiátrica.
Filed under: notícias | Tags: Acompanhamento Terapêutico, ensino, História, Saúde Pública
Fonte: Agência USP de Notícias: http://www.usp.br/agen/
Publicado em 28/abril/2011
O acompanhante terapêutico auxilia pessoas que necessitem alcançar a autonomia.
Dizer exatamente qual é a função de um acompanhante terapêutico é algo praticamente impossível, de acordo com a pesquisa da psicóloga Luciana Chauí Berlick, realizada no Instituto de Psicologia (IP) da USP. A indefinição que permeia todos os aspectos da atividade, inclusive sobre o perfil de quem ocupa ou poderia ocupar a função, gera angústia nos próprios profissionais, que emergem como aqueles que auxiliam os “sofredores psíquicos” a alcançarem a autonomia, para que consigam construir ou reconstruir suas redes sociais na comunidade da qual fazem parte.
No entanto, os acompanhantes reconhecem essa indefinição como responsável por proporcionar uma amplitude de possibilidades de atuação profissional, resultando em benefícios para o acompanhado. Na pesquisa Andarilhos do Bem: Os caminhos do Acompanhamento Terapêutico, a autora analisou a história do Acompanhamento Terapêutico (AT) e o discurso daqueles que trabalham na ocupação. “O papel da atividade ganha espaço na sociedade contemporânea, cuja marca é o individualismo competitivo e a perda de referências do coletivo, que destituem as pessoas de suas relações sociais”, conta Luciana.
As entrevistas com nove profissionais que atuavam como acompanhantes na época da pesquisa e a observação da literatura existente sobre o tema foram os instrumentos para as análises da pesquisadora. Mas a psicóloga destaca que não há ainda muitos estudos que abordam o assunto, uma vez que essa atividade foi “criada” recentemente, na década de 1970, na Argentina, nomeada pelo psiquiatra Eduardo Kalina.
Falas legitimadoras
Os discursos analisados indicam que o profissional que trabalha acompanhando é munido de um objetivo: perseguir a qualidade do vínculo afetivo com seus acompanhados, a fim de oferecer possibilidades que reinsiram a pessoa na sociedade. “O ‘bem’ ao qual me refiro no título do trabalho diz respeito a tentativa constante do acompanhante de levar a autonomia à pessoa e, dessa forma, a cidadania”. Segundo Luciana, o profissional cumpre o papel de ouvir aqueles que ninguém ouve, dando-os voz, e considerando o que dizem como verdade. “A verdade para eles, do universo deles”, coloca a psicóloga. “Dentro desse contexto, levamos a dignidade”, completa.
Na tentativa de entender mais sobre a função do profissional, Luciana investigou os discursos apresentados nas entrevistas a partir da metodologia da Análise Institucional do Discurso, elaborada pela professora Marlene Guirado, orientadora da pesquisa. “Ouvi o que os entrevistados diziam sobre ‘o que é ser acompanhante’, buscando as falas que se repetiam e que poderiam vir a legitimar características do Acompanhamento Terapêutico como atividade e profissão”, esclarece a psicóloga.
Profissionalização
De acordo com o estudo, a atividade aborda funções muito variadas. Além disso, o perfil dos acompanhados é distinto, abrangendo desde deficientes físicos e crianças muito agitadas à psicóticos. Por conta disso, Luciana afirma a importância de ouvir os que trabalham atualmente como acompanhantes no Brasil, considerando que a profissionalização do Acompanhamento Terapêutico tem sido motivo de discussão no mercado de trabalho do País e também nas universidades.
Segundo Luciana, os acompanhantes brasileiros, por conta de não existirem como “figura jurídica”, ou seja, profissionalizados, acabam não podendo atuar no serviço público, contratados como acompanhantes terapêuticos. “No Centro de Atenção Psicossocial (CAPs), por exemplo, o acompanhante é uma figura muito importante, com a qual a população brasileira mais necessitada ainda não pode contar de maneira garantida. É possível que um profissional que seja contratado exerça funções de um acompanhante terapêutico, mas se ele parar de trabalhar, quem pode garantir que a pessoa que ocupará a vaga também vai fazer o acompanhamento?”, questiona a autora.
“Na Argentina os acompanhantes já estão profissionalizados. Porém, no Brasil, ainda se analisa os prós e contras da legalização para essa profissão, cuja indefinição é uma característica que se apresenta benéfica em diversos aspectos”.
“É possível levantar a questão de que a busca por uma definição mais fechada, decorrente da profissionalização, pode “engessar”, ou “limitar” o exercer da atividade”, esclarece a psicóloga.
Variedade e amplitude
Nas falas dos entrevistados, também estava presente a ideia de que qualquer pessoa, de diferentes áreas, pode vir a trabalhar como at. “Dentre os acompanhantes que participaram da pesquisa, três eram psicólogos, três eram terapeutas ocupacionais e os outros três, enfermeiros”. Relacionado a esse aspecto do Acompanhamento, os discursos investigados mostraram que os profissionais sugerem a criação de um curso específico, que defina o “perfil” da atividade. “Mas como a ocupação abrange filosofia, biologia, medicina, sociologia, direito, dentre outras muitas áreas do saber, é possível que nenhum curso dê conta dessa definição”, aponta a autora do trabalho.
O Acompanhamento Terapêutico representa uma atividade profissional muito importante para a “Reforma Psiquiátrica”, que começou na década de 1960 e está presente no contexto da sociedade contemporânea. “A Reforma propõe transformações no tratamento da loucura”, explica a psicóloga. “O Acompanhamento Terapêutico está intimamente ligado à ideia de criação de serviços que substituam os manicômios, e que não tratem as pessoas deslocando-as do convívio social, nem privando-as da cidadania e da dignidade”. Luciana defendeu seu doutorado no dia 20 de abril de 2011.
Mais informações: (11) 3297-9081, (11) 9111-3852, email luchaui@usp.br ou diluclo@terra.com.br
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Inscrições até 31 de maio de 2011
Participe e divulgue!
O Prêmio prevê seis categorias artísticas: Esculturas/instalações; Pinturas e ilustrações; Fotografias; Poesias; Contos e crônicas; e Vídeos.
Serão premiados os três primeiros colocados em cada categoria (com dedução de impostos): R$ 2 mil para o 1º lugar; R$ 1,5 mil para o 2º lugar; e R$ 1 mil para o terceiro colocado.Os demais, até o 10º lugar, receberão certificados de Menção Honrosa.
O prêmio Arthur Bispo do Rosário homenageia o sergipano que viveu cinco décadas como interno, diagnosticado como esquizofrênico, na Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, RJ.
No início dos anos 60, Bispo do Rosário trabalhou como um “faz tudo” em uma clínica pediátrica, morando isolado no sótão, e desenvolveu grande parte de sua produção artística. Em 1969, voltou para a Colônia, onde ficou até sua morte, em 1989. Erro! O nome de arquivo não foi especificado.
Sua história mostra que, mesmo em condições adversas, ele pôde provar com sua arte a capacidade criadora do ser humano. Este também é o objetivo do concurso, aberto a todos que, direta ou indiretamente utilizaram serviços de Saúde Mental nos CAPS, nos Centros de Convivência, nos atendimentos psicológicos ou psiquiátricos das UBS, por exemplo.
Navegue pelo site www.crpsp.org.br/premio para saber como participar, os prazos para inscrição de trabalho, entre outras informações.
Consulte também: eventos02@crpsp.org.br; tel.: (11) 3061-9494, ramais 111, 130, 137 e 317.
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São Paulo, 20 e 21 de maio de 2011
A folie à deux é uma experiência delirante entre dois sujeitos que interroga a possibilidade da separação no campo da paranóia, ao mesmo tempo em que reúne elementos para situar as dificuldades que são encontradas na relação mãe-filha. O tema será abordado por oito psicanalistas e debatedores que discutirão com o público presente.
Conferencistas: Claudia Thereza Guimarães de Lemos, Flávia Trocoli, Mariângela Máximo Dias, Maria Teresa Guimarães de Lemos, Marta Togni Ferreira, Mauro Mendes Dias, Monica Rogulski Fiorillo (enfermeira), Osvaldo de Vitto, Sandra Berta.
Debatedores: Ana Lucia Panachão, Claudia, Klouri, Cristina Helena Guimarães, Lúcia Arantes, Luciana Lorens Braga, Maria Francisca Lier de Vitto, Renata Caiaffa.
Local: Centro Clínico Pinheiros – Rua João Moura, 647 Pinheiros São Paulo SP
Horários:
Dia 20 de maio, das 18h30 às 21h30
Dia 21 de maio, das 9h às 16h30
Valor: R$150,00
Informaçãoes e inscrições:
e-mail: epsicamp@uol.com.br
tel: (19) 3253-1945
Promoção: Seminário Fundamentos da Clínica do Psicanalista – Mauro Mendes Dias
Apoio: Escola de Psicanálise de Campinas
O Departamento de Acompanhamento Terapêutico do Instituto A Casa está está selecionando acompanhantes terapêuticos para compor sua equipe.
Os interessados devem enviar currículo resumido acompanhado de carta de intenção para o e-mail: selecaoat@acasa.com.br
Para maiores informações, entre no site www.acasa.com.br