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O Instituto A Casa – pioneiro na clínica do Acompanhamento Terapêutico (AT) em São Paulo e com mais de 30 anos de experiência no tratamento de psicoses e de outras psicopatologias – tem o prazer de oferecer o Curso de Acompanhamento Terapêutico.
O Curso tem na Psicanálise um importante referencial, mas contempla também outras teorias que dialogam com a Clínica Ampliada preconizada pela Reforma Psiquiátrica.
O Curso é composto por palestras ministradas por acompanhantes terapêuticos, psicanalistas e outros profissionais da área da Saúde Mental e por encontros com as coordenadoras, voltados à discussão clínica, à articulação da teoria com a práxis do AT e ao esclarecimento de dúvidas, de modo a promover a participação ativa dos alunos.
O Curso é dividido em quatro módulos temáticos: “Fundamentos do AT”, “Clínica do AT”, “AT com crianças e adolescentes” e “Interfaces do AT”.
Os módulos são semestrais e independentes, permitindo aos interessados realizar um módulo ou mais, configurando-se como curso de extensão. No entanto, é também possível optar pela Formação em Acompanhamento Terapêutico, que prevê a realização dos quatro módulos e entrega de trabalho de conclusão individual. A escolha pela Formação em AT permite a realização (opcional) de estágio supervisionado.
No primeiro semestre de 2012 serão oferecidos os módulos: “Fundamentos do AT” e “AT com crianças e adolescentes”.
Público-alvo: profissionais e estudantes de Psicologia, Terapia Ocupacional, Serviço Social, Enfermagem, Medicina e Educação. Técnicos dos serviços de Saúde Mental como: CAPS, hospitais-dia, centros de convivência, moradias assistidas, oficinas terapêuticas, emergências psiquiátricas e ambulatórios.
Valor por módulo: R$ 900 (parcelado em 4 cheques de R$ 225).
Informações e inscrições: com Karina (karina@acasa.com.br) ou Vilma (vilma@acasa.com.br), de segunda a sexta, das 14h30 às 17h.
Local: Instituto A Casa, rua Dr. João Maia, 118, Aclimação (próximo ao metrô Ana Rosa).
Telefone: (11) 5574-0677
VAGAS LIMITADAS
Módulo: Fundamentos do Acompanhamento Terapêutico
Coordenação: Clarissa Metzger
Horário: sábados, quinzenalmente, das 14h às 18h
Data: 17/03 a 16/06
17/03 Apresentação
Clarissa Metzger
Ação interpretativa no AT
Ricardo Gomides Santos
31/03 Sobre o histórico do AT
Maurício Porto
Projeto terapêutico no AT
Equipe Hiato
14/04 Coordenação
Clarissa Metzger
Constituição do sujeito: neurose e psicose
Clarissa Metzger
28/04 O que há de psicanalítico no AT?
Maurício Hermann
Ética e AT
Marcelo Checchia
12/05 Sinthoma, sublimação e psicose
Clarissa Metzger
Discussão de caso clínico
Clarissa Metzger
26/05 O conceito de crise e emergência no AT
Fernando Cembranelli
Noções em psicofarmacologia
Cíntia de Camargo Dias
16/06 Internação e AT
Ivan Ramos Estêvão
Avaliação e encerramento
Clarissa Metzger
Módulo: Acompanhamento Terapêutico com crianças e adolescentes
Coordenação: Beatriz Almeida
Horário: quartas, semanalmente, das 20h às 22h
Data: 21/03 a 27/06
21/03 Procura-se Janaína: sobre o desejo do AT
Deborah Sereno
28/03 Apresentação
Beatriz Almeida e Andréia Tenório
04/04 Psicose na infância
Ana Laura Prates Pacheco
11/04 Ética e clínica no AT
Kleber Barretto
18/04 Posição do sujeito e estrutura familiar
Michele Faria
25/04 AT com crianças
Mariana Garcez Ribeiro
02/05 Autismo e Psicanálise
Ana Paula Pires
09/05 Inclusão escolar
Daniele Sanches
16/05 A clínica do AT
Andréia Tenório
23/05 Adolescência e crises
Sandra Berta
30/05 AT e família
Beatriz Almeida
13/06 Discussão clínica
Beatriz Almeida
20/06 AT com adolescentes
Rodrigo Veinert
27/06 Encerramento
Beatriz Almeida
Estágio supervisionado em Acompanhamento Terapêutico
Supervisão: Beatriz Almeida e Clarissa Metzger
Dirigido a alunos da Formação em AT.
Duração: 1 ano.
Frequência: 2 horas de atendimento individual semanal + 2 horas de supervisão semanal em pequenos grupos.
Mensalidade: R$ 175 (12 cheques pré-datados).
Admissão: através de entrevista com uma das supervisoras:
- Beatriz Almeida: acompanhamentoterapeutico@gmail.com
- Clarissa Metzger: clarissa2007@uol.com.br
Entrevista: R$ 60.
Palestrantes convidados:
Ana Laura Prates Pacheco
Psicanalista. AME da Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano (EPFCL) e membro do Fórum do Campo Lacaniano de São Paulo (FCL-SP). Atual Diretora da EPFCL-Brasil. Coordenadora da Rede de Pesquisa de Psicanálise e Infância do FCL-SP. Doutora em Psicologia Clínica pelo IP-USP. Autora do livro: Feminilidade e Experiência Psicanalítica, Hacker Editores.
Ana Paula Pires
Psicanalista. Mestre em Psicologia Clínica pelo IP-USP. Membro do FCL-SP.
Andréia Tenório
Acompanhante terapêutica. Participante das Formações Clínicas do FCL-SP. Mestranda em Psicologia e Educação pela Faculdade de Educação da USP. Membro do Laboratório de Estudos e Pesquisas Psicanalíticas e Educacionais sobre a Infância – LEPSI IP/FE.
Beatriz Helena Martins de Almeida
Psicanalista. Membro da EPFCL e do FCL-SP. Coordenadora da Rede de Pesquisa sobre as Psicoses do FCL-SP. Coordenadora, professora e supervisora clínica do Curso de Acompanhamento Terapêutico do Instituto A Casa. Coordenadora e supervisora clínica da Equipe Nós de Acompanhamento Terapêutico.
Cíntia de Camargo Dias
Psiquiatra e psicoterapeuta. Mestre em Psiquiatria pela UNIFESP. Vice-coordenadora do Internato de Psiquiatria do 5º ano do Curso de Medicina da UNIFESP.
Clarissa Metzger
Psicanalista. Mestre em Psicologia Social e doutoranda em Psicologia Clínica pelo IP-USP. Membro do Laboratório Psicanálise e Sociedade do IP-USP, Coordenadora, professora e supervisora clínica do Curso de Acompanhamento Terapêutico do Instituto A Casa. Coordenadora e supervisora clínica da Equipe Hiato de AT.
Daniele Sanches
Psicanalista. Mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Membro do FCL-SP. Colaboradora da Rede Clínica e de Pesquisa Sintoma e Corporeidade do FCL-SP.
Deborah Sereno
Psicanalista. Mestre em Psicologia Clínica pelo IP-USP. Coordenadora do Balaio – Núcleo de Referência em Psicoses e Inclusão e de equipe clínica da Clínica Psicológica do Instituto Sedes Sapientiae. Docente da Faculdade de Psicologia da PUC-SP.
Equipe Hiato
Acompanhantes terapêuticos: Bruna Pastore, Clarissa Nars, Iandara Uchôa Gomides, Letícia Borges, Thais Siqueira e Vinícius Costa. <equipehiato.blogspot.com>
Fernando Cembranelli
Psiquiatra e psicanalista. Mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Coordenador médico do Hospital-dia A CASA.
Ivan Ramos Estêvão
Psicanalista. Professor doutor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP.
Kleber Duarte Barretto
Acompanhante terapêutico e psicanalista. Doutor em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Supervisor e pesquisador da UNIP. Membro da AAT. Autor do livro: Ética e Técnica no Acompanhamento Terapêutico – andanças com Dom Quixote e Sancho Pança, Unimarco editora.
Marcelo Checchia
Psicólogo. Membro do FCL-SP. Doutor em Psicologia Clínica pelo IP-USP. Professor convidado do Instituto Langage – SP e do Núcleo de Estudos em Psicanálise e Educação em Poços de Caldas – MG.
Mariana Garcez Ribeiro
Psicanalista e acompanhante terapêutica. Membro do Balaio – Núcleo de Referência em Psicose e Inclusão do Instituto Sedes Sapientiae. Membro do Grupo Trilhas de Acompanhamento Terapêutico. Coordenadora e supervisora do Projeto Recriando Trilhas – Inserção do AT nos equipamentos públicos de Saúde Mental do município de Guarulhos. Membro do Grupo Laço – AT e Projetos de Inclusão Escolar.
Maurício Hermann
Psicanalista e acompanhante terapêutico. Doutor em Psicologia Clínica pelo IP-USP. Diretor do ATTENDA – transmissão e clínica em AT e psicanálise. Autor do livro Acompanhamento Terapêutico e psicose: articulador do real, simbólico e imaginário, Ed. Metodista. Organizador do livro O inconsciente e a clínica psicanalítica, Ed. Metodista.
Maurício Porto
Psicanalista e acompanhante terapêutico. Participante do Estágio Assistido em Acompanhamento Terapêutico. Professor do Curso de Psicopatologia da Faculdade de Saúde Pública da USP.
Michele Faria
Psicanalista. Doutora em Psicologia Clínica pelo IP-USP. Participante do programa de Pós-Doutorado da Unicamp. Autora dos livros Constituição do sujeito e estrutura familiar, Cabral Editora e Livraria Universitária e Introdução à psicanálise de crianças: o lugar dos pais, Hacker Editores. Docente em cursos de pós-graduação.
Ricardo Gomides Santos
Psicólogo clínico. Mestre e doutorando em Psicologia Social pelo IP-USP. Professor da UNINOVE.
Rodrigo Veinert
Psicólogo e acompanhante terapêutico. Supervisor da equipe de Acompanhamento Terapêutico do Instituto A Casa. Coordenador do grupo NANE de AT com adolescentes.
Sandra Berta
Psicanalista. Doutoranda em Psicologia Clínica pelo IP-USP. Membro da EPFCL e do FCL-SP. Coordenadora da Rede de Pesquisa sobre as Psicoses do FCL-SP. Membro do Laboratório Psicanálise e Sociedade do IP-USP.
Instituto A Casa
Direção:
Beatriz Aguirre
Regina Von Atzingen
Sônia Ferrari
Direção do Departamento de Formação:
Beatriz Aguirre
Coordenação do Curso de Formação em Acompanhamento Terapêutico:
Beatriz Almeida
Clarissa Metzger
Coordenação da Equipe de Acompanhamento Terapêutico:
Adriana Canepa
Débora Marinho
Martin Aguirre
Rodrigo Veinert
Equipe de Acompanhamento Terapêutico: Camila Morais, Carina Guedes, Catarina Pedroso, Cristiana Gerab, Daniele Gimenez, Francisca Teixeira, Isabel Rodrigues, João Vitor Verani, Juliana Scharff, Juliana Bruno, Marcus Goes, Márcia Fares, Rafael Raicher, Rodrigo Gomes, Rogéria Neubauer, Tomás Bonomi.
Publicações da equipe de AT:
- A Rua como Espaço Clínico: Acompanhamento Terapêutico. São Paulo: Editora Escuta, 1991.
- Crise e Cidade: Acompanhamento Terapêutico. São Paulo: Educ, 1997.
- Textos, Texturas e Tessituras no Acompanhamento Terapêutico. São Paulo: Coleção SaúdeLoucura, Editora Hucitec e Instituto A Casa, 2006.
Instituto A Casa
Rua Dr. João Maia, 118
04109-130 São Paulo/SP
acasa@acasa.com.br
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DSM in Philosophyland: Curiouser and Curiouser, Allen Frances *
* é um dos organizadores da última versão do Manual Diagnóstico e Estatísticos de Transtornos Mentais (DSM-IV) .
First off, thanks to James Phillips for inviting these stimulating commentaries. Second, a confession. My last (and only) formal training in philosophy was a freshman course in college that went well over my head. Now I have been invited to share my (probably sophomoric) speculations on the meanings that swirl below the surface of psychiatric classification. I do so without any confidence they can survive rigorous analysis by those more expert than I in the tools of philosophic inquiry. Much of what I say below may be simple minded or simply wrong. What I do understand (perhaps better than anyone) are the practical issues of creating a psychiatric manual and the many good and bad (intended, unintended) consequences it can have. My views on deeper meanings are given, and should be taken, with a large grain of salt.
The Epistemologic Game
First Umpire: “There are balls and there are strikes and I call them as they are.”
Second Umpire: “There are balls and there are strikes and I call them as I see them.”
Third Umpire: “There are no balls and there are no strikes until I call them.”
As I recall it, the three umpires are replaying a marathon epistemological game that: 1) began with Plato; 2) continued in the medieval joust between the realists and Occam’s nominalists; 3)was revived in the post-renaissance debate between Descartes and Vico on the power and limits of rational thought; 4)was refined by Kant; 5)churned up by Freud; and 6)finally settled by quantum physicists who have sharply downgraded the capacity of the human mind to ever fully intuit (much less understand) reality. Closer to my turf, I like to think of Bob Spitzer as umpire #1, me as umpire #2, and Tom Szasz as umpire #3.
Spitzer’s achieved a paradigmatic revolution in psychiatric diagnosis and nosology. He introduced the method of diagnostic criteria (originally developed for research purposes) into a tool for general clinical practice. For the first time, psychiatrists could agree on diagnoses and make interpretive judgments across the research/ clinical interface. Certainly, the level of reliability achieved by DSM- III was over sold, especially when it was used by the average clinician. But DSM III was a huge leap forward from the useless and neglected guidance offered by DSM-I and DSM-II. It gave hope that psychiatry could become scientific and join in the advances that were being made in the rest of medicine.
DSM-III resulted from and promoted the victory of biological psychiatry over the psychological and social models that until then were its serious competitors. In the early dawn of its triumph, the biological model was presented with a realist, reductionist flourish that would have done umpire #1 proud. Mental disorders were real entities that existed “out there.” The process of scientific discovery would elucidate their etiology and pathogenesis using the powerful new methods of neuroscience, imaging, and genetics.
The next section will focus on the disappointing fate of this ambitious program, but one central point belongs here. Biological psychiatry has failed to produce quick, convincing explanations for any of the mental disorders. This is because it has been unable to circumvent the fundamental and inherent flaw in the biological, “realist” approach – mental disorders don’t really live “out there” waiting to be explained. They are constructs we have made up – and often not very compelling ones at that. It has, for example, become clear that there is no one prototype “schizophrenia” waiting to be explained with one incisive and sweeping biological model. There is no gene, or small subset of genes, for “schizophrenia.” As Bleuler intuited, “schizophrenia” is rather a group of disorders, or perhaps better a mob. There may eventually turn out to be twenty or fifty or two hundred kinds of “schizophrenia.” As it stands now the definition and boundaries of “schizophrenia” are necessaarily arbitrary. There is no clear right way to diagnose this gang and not even much agreement on what the validators should be and how they should be applied. The first umpire was called out on strikes when the holy grail of finding the cause of “schizophrenia” turned out to be a wild goose chase.
Szasz is the third umpire. He quickly saw through the epistemological “no clothes” of umpire #1 and led the fight against simple minded biological reductionism (even well before the biologists had discovered their own voice and began making their overly ambitious and naïve claims). Szasz vigorously presented the view that mental illness is a medical “myth.” Mental disorders were no more than social constructs that in some cases served a useful purpose, but in many others could be misused to exert a noxious social control, reducing freedom and personal responsibility. The biological “realists” reacted predictably to Szasz’ “nominalist” attack. They dismissed it. “If schizophrenia is a myth, they crowed, it is a myth that responds to medication and has a genetic pattern.” But their triumphalism was premature and based on both weak philosophic and weak scientific grounds. It turned out that the neuroscience, genetics, and treatment response of “schizophrenia” follow anything but a simple reductionist pattern. The more we learn about “schizophrenia” the more it resembles a heuristic, the less it resembles a disease.
This brings us to me (a call’um as I see’um) second umpire. In preparing DSM-IV, I had no grand illusions of seeing reality straight on or of reconstructing it whole clothe from my own pet theories. I just wanted to get the job done – i.e., produce a useful document that would make the fewest possible mistakes, and create the fewest problems for patients. Following Vico, I accepted that much in real life ( and almost everything in psychiatric classification) is overlapping, fuzzy, and heterogeneous – anything but Cartesian and amenable to overarching rationalist principles or mathematical precision. Psychiatric classification is necessarily a sloppy business. The desirable goal of having a classification consisting of mutually exhaustive, non-overlapping mental disorders is simply impossible to meet.
Instead, the second umpire follows a down-to-earth brand of Bentham utilitarian pragmatism. His umpire’s eye is fixed on the end result of getting to what works best – not distracted by biological reductionism or rationalist models of how things should be constructed. A diagnosis is a call to action with huge and unpredictable results. No decision can be right on narrow scientific grounds if it winds up hurting people.
Descriptive Psychiatry Gets Long of Tooth
The Dodo: “Everyone has run and everone has won and all must have prizes”.
Modern descriptive psychiatry just passed its 200 birthday – if we measure it from the milestone of Pinel’s creation of the first psychiatric classification that resembles our own. His work was born from the Enlightenment belief in a rational world – some underlying order could be imposed even on the obvious irrationality of mental illness. The premise was that any domain receiving systematic observation and classification would eventually display causal patterns.
This approach was enormously successful in each of the major paradigm shifts in science. Always a careful description preceded a causal model. Kepler’s astronomical observations led toNewton’s gravity. Linnaeus’ classification of plants and animals led toDarwin’s evolution. Mendeleyev’s periodic table led to Bohr’s structure of the atom. There have been dozens of descriptive systems vieing to describe things so brilliantly that their truth would shine forth. “All have run, but none has won prizes.” Descriptive classification in psychiatry has so far been singularly unsuccessful in promoting a breakthrough discovery of the causes of mental disorder.
This is doubly disappointing given the miraculous advances in our understanding of normal brain functioning. The advances in molecular biology, brain imaging, and genetics are spectacular – their impact on understanding psychopatholgy almost nil. Why the disconnect? The answer lies in a paraphrase of the opening lines of Anna Karenina. All normal brain functioning is normal in more or less the same way, but any given type of pathological functioning can have many different causes.
This is also true for all the complex diseases in medicine. A genetics company using the Icelandic registry had tremendous success in finding gene markers for a dozen diseases, including schizophrenia. It recently went bankrupt because, in each instance, the particular candidate marker explained fewer than three per cent of the cases of the particular disease. There appear to be no common genes even for the common illnesses. Psychopathology is heterogeneous and overlapping not only in its presentation but also in its pathogenesis. There will likely be hundreds of paths to schizophrenia, not one or just a few and perhaps no final common pathway. Where does that leave the descriptive system of psychiatry? Fairly high and dry. Nature has obviously chosen to deprive us of clear joints, ripe for carving. There is little indication of any imminent and sweeping etiological breakthrough. Everything points towards a slow and painstaking retail accumulation of explanatory power. It is not even clear that the DSM categorical approach is the best research tool. The NIMH is embarking on a project to correlate an integrated exploration of neural networks with psychopathology. They chose to study dimensions of behavior (e.g. anxiety, pleasure seeking, executive functioning) – not with the standard psychiatric disorders which are deemed too complex to have any simple relationship with a given neural network. Our DSM categories may not lead the future charge in understanding psychopathology.
Our descriptive classification of disorders is old and tired. It has worked hard for us and continues to have many valuable and irreplaceable functions (which we will discuss in the last section). Fiddling needlessly with the labels will not advance science and may actually do more harm than good in its effect on clinical care.
The Elusive Definition of Mental Disorder
Humpty Dumpty: “When I choose a word it means just what I choose it to mean.”
When it comes to defining the term “mental disorder” or figuring out which conditions qualify, we enter Humpty’s world of shifting, ambiguous, and idiosyncratic word usages. This is a fundamental weakness of our field. Many crucial problems would be much less problematic if only it were possible to frame an operational definition of mental disorder that really worked.
Nosologists could use it to guide decisions on which aspects of human distress and malfunction should be considered psychiatric – and which should not. Clinicians could use it when deciding whether to diagnose and treat a patient on the border with normality. A meaningful definition would clear up the great confusion in the legal system where matters of great consequence often rest on whether a mental disorder is present or absent.
Alas, I have read dozens of definitions of mental disorder (and helped to write one) and I can’t say that any have the slightest value whatever. Historically, conditions have become mental disorders by accretion and practical necessity, not because they met some independent set of operationalized definitional criteria. Indeed, the concept of mental disorder is so amorphous, protean, and heterogeneous that it inherently defies definition. This is a hole at the center of psychiatric classification. And the specific mental disorders certainly constitute a hodge podge. Some describe short term states, others lifelong personality. Some reflect inner misery, others bad behavior. Some represent problems rarely or never seen in normals, others are just slight accentuations of the everyday. Some reflect too little control, others too much. Some are quite intrinsic to the individual, others are defined against varying and changing cultural mores and stressors. Some begin in infancy, others in old age. Some affect primarily thought, others emotions, yet others behaviors, others interpersonal relations, and there are complex combinations of all of these. Some seem more biological, others more psychological or social. If there is a common theme it is distress and disability, but these are very imprecise and nonspecific markers on which to hang a definition.
Ironically, the one definition of mental disorder that does have great and abiding practical meaning is never given formal status because it is tautological and potentially highly self serving. It would go something like “Mental disorder is what clinicians treat and researchers research and educators teach and insurance companies pay for.” In effect, this is historically how the individual mental disorders made their way into the system.
The definition of mental disorder has been elastic and follows practice rather than guides it. The greater the number of mental health clinicians, the greater the number of life conditions that work their way into becoming disorders. There were only five disorders listed in the initial census of mental patients in the mid nineteenth century, now there are close to three hundred. Society also has a seemingly insatiable capacity (even hunger) to accept and endorse newly defined mental disorders that help to define and explain away its emerging concerns. As a result, psychiatry is subject to recurring diagnostic fads. Were DSM-V to have its way we would have a wholesale medicalization of everyday incapacity (mild memory loss with aging); distress (grief, mixed anxiety depression); defects in self control (binge eating); eccentricity(psychotic risk); irresponsibility (hypersexuality); and even criminality (rape, statutory rape).
Remarkably, none of these newly proposes diagnoses even remotely pass the standard loose definition of “what clinician’s treat.” None of these “mental disorders” has an established treatment with proven efficacy. Each is so early in development as to be no more than “what researchers research” – a concoction of highly specialized research interests.
We must accept that our diagnostic classification is the result of historical accretion and accident without any real underlying system or scientific necessity. The rules for entry have varied over time and have rarely been very rigorous. Our mental disorders are no more than fallible social constructs (but nonetheless useful ones if understood and applied properly).
The Conservative/Innovation Debate or Where Have All the Normals Gone?
Alice: “But I don’t want to go among mad people
Cheshire Cat: Oh, you can’t help it,we’re all mad here”
.
DSM-IV would have been a very different document if I had adopted Humpty Dumpty’s confident attitude and used my authority to shape it to my personal taste. Bob Spitzer, who had led the efforts to create DSM-III and DSM-IIIR is a “splitter” whose preference is to divide the diagnostic pie into small manageable pieces. This enhances reliability, but creates many new diagnoses and artificial comorbidity (as complex syndromes are divided into their component parts). I joke that Spitzer never met a new diagnosis he didn’t like.
I am more of a lumper and also very wary of diagnostic fads and the unintended consequences of introducing new diagnoses. Given my druthers, DSM-IV would have had fewer, lumped categories and tighter criteria sets to make it harder to get a diagnosis. Instead, I chose not to impose this view on DSM-IV. We would apply a conservative standard for all changes – equally not add new things or take out old ones unless there was substantial evidence to support the change. Many decisions were thus grand-fathered into DSM-IV that would not have had nearly enough support to meet the new higher evidentiary standard.
I am not a particularly risk averse or conservative person in my everyday life. So why the conservative tilt in setting ground rules for DSM-V?
1) The system had previously been in great flux with the rapid fire appearance within
seven years of DSM-III and DSM-IIIR. It needed a period of stability;
2) The two previous DSM’s were the product of an innovative and charismatic figure who singlehandedly moved the field by dint of his energy, determination, and grit. Now that his accomplishments were realized, it was time for a less personalized leadership and for the field at large to reclaim responsibility for its diagnostic system;
3) My experience working on DSM-III and DSM-IIIR was that most decisions were fairly arbitrary – with plausible supporting arguments that could have gone either way. Making more arbitrary changes didn’t make much sense;
4) The scientific evidence supporting proposed changes was usually meager. Requiring that all changes be based on substantial evidence usually shut up even the most passionate advocates;
5) The literatures are not only thin but also mostly derived from highly specialized research settings that have questionable generalizability to the real world.
One’s position on the conservative/innovation continuum is influenced by reactions to the epistemological question raised previously. If you regard the categories in DSM as descriptions of “real entities,” you will be eager to change definitions in accord with evidence that they can be better described in a way that captures their real natures. On the other hand, if you believe as I do, that the DSM is necessarily more an exercise in forging a common language than in finding a truth, you need a strong reason to change the syntax. And it turns out that such strong evidence is usually lacking. This is why the reliability and utility goals are so important (and for all the discussion about it, validation is not yet particularly meaningful).
The second divide in the conservative/liberal split relates to how worried one is by real world consequences. As a pragmatist, I was acutely conscious that every change made by DSM-IV could have enormous practical consequences: 1) determining who got medicines that could greatly help or greatly harm; 2)deciding insurance and disability claims; and 3)influencing life and death forensic issues. Those of a more pure research world, innovation orientation would argue for “following the data” and damn the consequences. In my view, data sets that are thin and selective are never sufficient
support for changes that can cause considerable mischief. So there are two contrasting attitudes. Mine, the conservative view, is “Do no harm – revise the system with a light and cautious touch only when you are sure of what you are doing after a thorough risk/ benefit analysis.” The conservative approach assumes that things are there for a reason and are imbricated in a complex set of relations. I have had the painful experience of changing a word or two in a seemingly harmless way and then later learning that we had helped trigger an “epidemic” of false positives (as in Attention Deficit Disorder) or a forensic nightmare (e.g., the misuse of Paraphilia NOS in the extended civil commitment of sexual offenders).
One of the commentaries presents quite the opposite view – that the existing system is so bad that even the aggressively innovative DSM-V is suggesting far too little change, not too much. I believe this to be a naïve Cartesian rationalist view that neglects the deep roots and far flung branches of the diagnostic system. Most of the suggested DSM-V changes are such really bad ideas that they do not even represent a meaningful test of the conservative/innovator divide. I believe that most sensible people informed of their risks and benefits would veto them (this leaves out the Work Group members who are otherwise sensible but too attached to their pet suggestions to be objective about their risks).
The new suggestions all share the common problem of greatly expanding the reach of “mental disorders” at the expense of normality. Armies of millions (perhaps tens of millions) false positive “patients” would receive unnecessary and harmful treatments. I have covered this problem extensively elsewhere and won’t repeat the details here. A better, because much tougher, test case of the conservative/innovator debate comes from the DSM IV introduction of Bipolar II disorder. Here there are strong arguments on both sides and no clear right answer.
We knew that adding Bipolar II would be one of the most consequential changes in DSM-IV but went ahead (despite our conservative bias) because of what seemed to be compelling enough research evidence (descriptive, course, family history, treatment response) that it sorted better with bipolar than with unipolar mood disorders. We recognized the risks that some unipolar patients would be mislabeled and receive unnecessary and potentially harmful, mood stabilizing and antipsychotic medication. But this risk seemed more than counterbalanced by the opposing risk posed by uncovered antidepressants for those whose bipolar tendencies were previously missed by the diagnostic system.
Several facts are incontestable about trends since DSM-IV: 1) with a huge push from the pharmaceutical industry, Bipolar II has become an enormously popular diagnosis; 2) so that the ratio of bipolar to unipolar patients increased dramatically; 3) and prescriptions jumped for mood stabilizers and antipsychotics (which can cause huge and dangerous weight gains),and 4) for different reasons rates of childhood Bipolar Disorder have increased forty fold. Some patients are undoubtedly better off for being diagnosed as Bipolar II. Others have gained a lot of weight (and risk diabetes and a potentially shortened lifespan) taking a medication that was unnecessary.
A conservative might prefer that such public health experiments be based on more evidence than was available to us when we made the decision to include Bipolar II. We also had no way of anticipating how aggressive and successful were the pharmaceutical industry marketting efforts to move product. Bipolar II also illustrates the exquisite and dangerous sensitivity of the diagnostic system to small changes. The hugely consequential decision regarding the need for potentially very harmful medication rests on the most fragile and unreliable of distinctions – the decision whether or not a hypomanic episode is present. If the minimum duration of the episode is set at a week (or even longer), people at risk for antidepressant worsening will be missed; if the requirement is 4 days (or even less), many people will receive unnecessary medication. The symptom thresholds for defining a hypomanic episode are similarly arbitrary and subject to wide swings in sensitivity and specificity, based on very minor adjustments. Making this even more complicated are the difficulties distinguishing hypomania from normal mood in someone who is chronically depressed or hypomania from substance induced mood elevation in someone using drugs.
The point here is that tiny changes in definition can (and often do) result in large, unpredictable (and usually unwarranted) swings in diagnostic and treatment habits, especially when amplified by drug companies, advocacy groups, and the media. Such potentially dangerous fads are enough to turn a lifelong, risk-taking liberal like me into a conservative nosologist. First, last, and always – DO NO HARM.
Afterword
The Talmud: “We don’t see things as they are, We see things as we are”.
Many people are troubled by the relativism implied in this penetrating insight – but I find it liberating. We will never have the perfect diagnostic system. Our classification of mental disorders will always necessarily be no more than a collection of fallible and limited constructs that seek but never find an elusive truth. But this is our best current way of seeing and communicating about mental disorders. And despite all its epistemological, scientific, and even clinical failings, the DSM does its job reasonably well if it is applied properly and its limitations are understood.
The concern about comorbidity across disorders arises from the misconception that each is a “real” and independent psychiatric illness and that clear boundaries should or could be created to separate them. If instead, one accepts that each disorder is just a description (not a disease), then the combined descriptions become modular building blocks each of which adds precision and information.
The concerns about heterogeneity within diagnoses also reflect a longing for well defined psychiatric “illnesses.” Instead, we are dealing with descriptive prototypes (“schizophrenia,” “panic disorder,” “mood disorder,” etc., through the manual) that are inherently heterogeneous and will hopefullly with time be divided into many true etiologically defined illnesses.
The greatest misuse of the DSM occurs in diagnosing conditions at the border of normality and criminality. Clinicians should hold themselves to the most rigorous standards when applying criteria sets in these dangerous boundary territories. The DSM incorporates a great deal of practical knowledge in a convenient and useful format.
To not know it castes one outside the community of common language speakers – the language being clinical psychiatry. But it should always be used with pragmatism and clinical common sense.
Debate Aberto sobre a Nova Versão do DSM
Local: Instituto de Psicologia da USP
24 de Novembro de 2011Sala 21 - 10:30
Aberto, Público e Gratuito
Conferencistas: Antonio Teixeira (UFMG), Wilson Castelo Chaves (UFSJ), Karen Alves (Latesfip-IPUSP) e Cristiane Carrijo (Unesp-Bauru)
Coordenação: Fuad Kyrillos Neto (UFTM) e Christian Ingo Lenz Dunker (IPUSP-Latesfip)
Este programa interinstitucional de atividades acadêmicas se insere em um movimento internacional (http://stopdsm.blogspot.com/) de manifestações críticas em relação à metodologia e estrutura de construção do Manual de Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais DSM (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders).
Organização: Núcleo de Pesquisa e Extensão em Psicanálise da Universidade Federal de São João del Rey, PSILACS – Grupo de Pesquisa “Psicanálise e Laço Social no Contemporâneo”, CNPq/UFMG Laboratório de Psicopatologia e Psicanálise da Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Departamento de Psicologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp -Bauru), Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, Laboratório de Interunidades de Teoria Social, Filosofia e Psicanálise da USP (LATESFIP-USP)
Christian Ingo Lenz Dunker: Psicanalista. Professor Livre Docente do Instituto de Psicologia da USP.
Filed under: notícias | Tags: Clínica, DSM IV, estatística, manifesto por uma psicopatologia clínica, Psicanálise, transtornos
MANIFESTO POR UMA PSICOPATOLOGIA CLÍNICA NÃO ESTATÍSTICA
Através do presente texto, os profissionais e organizações signatárias, pronuciam-se a favor de criterios clínicos de diagnostico e assim, contra aquilo que é imposto no Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, ou DSM IV, pela American Psychiatric Association como grelha única de critério para a clínica da sintomatologia psíquica. Desejamos partilhar, debater e criar consensos em torno do logos clínico que diga respeito à pathos psíquica – sintomatologia do sofrimento, e não doença – a fim de questionar a noção de saúde psíquica estatística ou normativa, assim como as imposturas clínicas e intelectuais em que consistem as noções de distúrbio perturbação e doença mental. Queremos também denunciar a imposição de um tratamento único – terapias tipificadas para perturbações formatadas – desprezando diferentes quadros teóricos e estratégias terapêuticas assim como a liberdade de escolha do paciente. No momento atual assistimos a uma prática clínica cada vez menos dialogante, mais indiferente às manifestações de sofrimento psíquico e agarrada a protocolos e tratamentos paliativos das consequências e não das causas. Como diz G. Berrios (2010) «Enfrentamos uma situação paradoxal em que se pede aos clínicos que aceitem uma mudança radical na forma como desenvolvem o seu trabalho (pondo de lado o saber acumulado pela sua própria experiência a favor dos ditames de dados estatísticos impessoais), quando na realidade as certezas clínicas de hoje são dadas por dados estatísticos de teóricos, gestores, de empresas (como o Cochrane Institute) e por investidores que, financiando apenas o que dá lucro, determinam que investigações se realizam ou não. Em consequência, defendemos um modelo de saúde em que a palavra seja um valor a promover e em que cada paciente seja considerado na sua singularidade. A defesa da dimensão subjectiva implica a valorização do que cada um põe em jogo para tratar o que nele mesmo se revela insuportável, estranho a si mesmo ainda que ao mesmo tempo familiar. Manifestamos a nossa repulsa por políticas assistencialistas que visem a segurança em detrimento dos direitos e liberdades. Por políticas que, “para o bem do paciente” e sob o pretexto de boas intenções, o reduzem a um cálculo do seu rendimento, a um factor de risco ou a um índice de vulnerabilidade que debe ser eliminado; por vezes praticamente à força. Em qualquer disciplina se usa uma teoria na abordagem do seu objecto. Este saber, limitado, não deberá confundir-se com A Verdade na medida em que actuaria como ideologia ou religião, onde qualquer pensamento acontecimento, ou até a linguagem utilizada, estariam ao serviço de forçar o re-ligare entre saber e verdade. O clínico com um certo espírito científico sabe que a sua teoria é aquilo a que Aristóteles chamaria um organin, isto é, uma ferramenta para abordar uma realidade sempre mais plural e mutável, e onde as categorias propostas deixam espaço à manifestação dessa diversidade, permitindo por essa via a expansão teórica e prática. Esta concepção opõe-se à ideia de um cânon, no sentido daquilo que necessária e obrigatoriamente, pela prescrição, as coisas são, e do modo como terão que funcionar. Todos sabemos as consequências desta posição que, começando no orientacional, passa pelo normativo, o prescritivo, para finalmente converter-se no coercivo. É aqui que o saber se transforma num exercício de poder sancionador, num sentido lato do que obedece ou desobedece ao cânon em ordenação da subjetividade à Ordem Social reclamada pelos mercados. Tudo para o paciente sem o paciente. Um saber sem sujeito é desde logo um poder sobre o sujeito. J. Peteiro chamou-lhe Autoritarismo Científico. Por tudo isto manifestamos a nossa oposição à existência de um Código de Diagnóstico Único Obrigatório e Universal. Por outro lado, o modelo ateórico de que o DSM faz gala, e que quer confundir com objectividade, evidencia antes de mais a sua falha epistemológica. Basta recordar a sua indefinição sobre o que pode entender-se por distúrbio ou por saúde psíquica. Os conteúdos da taxonomia psiquiátrica respondem muito mais a acordos políticos que a observações clínicas, o que constituiria um problema epistemológico gravíssimo. Quanto ao método classificativo do DSM, verificamos que se pode classificar, agrupar ou amontoar muitas coisas sem que com isso se estabeleça uma entidade nosológica num campo específico. Por último e na mesma linha, a estatística utilizada no DSM assenta numa base débil, a ambiguidade do objecto sobre a qual opera, isto é, o conceito de perturbação mental. A estatística apresenta-se como uma técnica, uma ferramenta que pode ser posta ao serviço de múltiplas causas, e de todo o tipo. E são pessoas quem utilizam os índices e os valores de base da curva estatística e que decidem o tamanho da moldura do quadro onde se vai quantificar e interpretar posteriormente. Neste conceito de confusão e empobrecimento conceituais a próxima publicação do DSM-V pressupõe uma clara ameaça: ninguém ficará de fora daquilo de que se ocupa, do que faz um doente. Não restará espaço para a saúde, enquanto mudança, mobilidade, complexidade ou multiplicidade de formas. Todos doentes, todos perturbados. Qualquer manifestação de mal-estar será rapidamente transformada em sintoma de uma perturbação que necessitará ser medicalizada para toda a vida. É este o grande salto realizado sem qualquer rede pistemológica: da prevenção à predição. Quadros de diagnóstico mais abrangentes para as perturbações existentes ou novos diagnósticos que poderão ser absolutamente correntes na população geral. Disto nos adverte Allen Frances chefe do grupo de trabalho para o DSM-IV na sua obra Opening Pandora’s Box: The 19 Worst Suggestions For DSM V. Referindo-se às novas perturbações incluídas no DSM-V, este autor cita alguns dos novos diagnósticos problemáticos: a síndrome de risco de psicose é ” certamente a mais preocupante das sugestões; a taxa de falsos positivos será alarmante: 70% a 75%». A perturbação mista de ansiedade depressiva. O distúrbio cognitivo menor, “está definido por sintomas sem especificidade (…) o critério de diagnóstico foi fixado de modo a abranger enormes 13,5% da população»). A compulsão alimentar; a perturbação disfuncional de caracter com disforia, a parafilia coerciva, a hipersexualização etc. Aumenta portanto o número de perturbações assim como o campo semântico de muitas delas. É o caso da famosa perturbação de hiperactividade com déficit de atenção, já que se permite o diagnóstico baseado apenas na presença de sintomas, sem que haja incapacidade; além disso o número de sintomas requerido para o diagnóstico de adultos foi reduzido para metade. O diagnóstico de PHDA também contempla os casos de autismo, o que implicaria a criação de duas falsas epidemias e promoveria o aumento do consumo de estimulantes numa população especialmente vulnerável. Se ao tratamento estatístico juntarmos a heterogeneidade temática dos grupos de trabalho, que se multiplicam e vão da identidade de género à adaptação dos impulsos, passando pela hipersexualidade, as alterações de humor, etc. é forçoso verificarmos que estas classificações internacionais querem-se totalmente desligadas de qualquer referencial teórico de modo a escusaram-se ao controle no plano do rigor espistemológico. Não obstante, não consideramos que as classificações e tratamentos possam ser neutros em relação às teorias etiológicas e ao mesmo tempo ser neutrais a respeito da ideologia do controle social e de interesses que não são os clínicos. Paul Feyerabend, em Science The Myth and its Role in Society (1975) diz-nos: «Basicamente não existe diferença entre o processo que conduz ao enunciado de uma nova lei científica e o processo que precede a uma nova lei na sociedade». Parece que, prossegue este autor em Farawell to Reason, «O mundo em que vivemos é demasiado complexo para ser compreendido por teorias que obedecem a princípios (gerais) epistemológicos. Os cientistas e os políticos – ou qualquer um que tente compreender e/ou influir no mundo –, tendo em conta esta situação, violam regras universais, abusam dos conceitos elaborados, distorcem o conhecimento já obtido e boicotam constantemente as tentativas de impor uma ciência no sentido dos nossos epistemólogos. Para terminar queremos chamar a atenção para o perigo que constitui para a clínica da sintomatología psíquica, o facto dos
novos clínicos estarem formatados, deliberadamente, na ignorância da psicopatología clássica, pois esta responde à dialética entre teoria e clínica, entre saber e realidade. A psicopatologia clínica que já não é ensinada nas nossas universidades nem nos nossos programas de formação (…). Não obstante, a instrução é feita no modelo da rescrição psicofarmacológica: universalização da prescrição para todos e para tudo, que em nada se diferencia de um distribuidor automático de rótulos e de medicação. O que denunciamos é o desconhecimento dos fundamentos da psicopatologia, um obscurecimento importante na hora de conhecer o paciente e, em consequência, uma mais que considerável limitação na hora de diagnosticar. Na medida em que o conhecimento é a forma mais ética que temos de abordar uma realidade plural, a coexistência de diferentes saberes sobre a complexidade do ser humano, não é um problema. Por tudo isto, propomos levar a cabo acções com o objectivo de pôr um limite a todo este processo crescente de classificação internacional, e de trabalhar com processos de classificação que tenham uma base sólida em psicopatologia e que, portanto, advenham exclusivamente da prática clínica.
Barcelona 14 de Abril de 2011
stopdsm@gmail.com
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O congresso Internacional sobre o Autismo é um evento interdisciplinar que pretende discutir alternativas de prevenção,
intervenção e pesquisa sobre o Autismo, um quadro clínico cujo comprometimento psíquico acarreta graves dificuldades
em diferentes áreas do desenvolvimento, tais como a comunicação, a socialização, a aprendizagem, atenção e percepção,
entre outros.
Se por um lado, muito se avançou na descrição e diagnóstico deste quadro clínico, favorecendo uma conscientização por
parte da sociedade sobre esse problema – verificado, por exemplo, no trabalho de inclusão de crianças autistas em escolas
regulares -, por outro lado, há ainda muito a se pesquisar no que concerne tanto à detecção precoce quanto à etiologia deste quadro.
De todo modo, as evidências clínicas já indicam a importância do início do tratamento no prognóstico do quadro. Assim, uma detecção precoce, seguida de uma intervenção a tempo é determinante para a diminuição dos danos no desenvolvimento psíquico, ampliando as possibilidades de subjetivação e aprendizagem.
Assim, este evento buscará reunir profissionais de diferentes áreas que, em conjunto, possam fazer avançar tanto o conhecimento científico quanto as políticas públicas de intervenção clínico-educacionais e inclusivas para as crianças autistas.
INFORMAÇÕES GERAIS

LOCAL:
EXPO UNIMED CURITIBA
ANEXO À UNIVERSIDADE POSITIVO
RUA PROF. PEDRO VIRIATO PARIGOT DE SOUZA, 5300 – CAMPO COMPRIDO
CURITIBA – PR
PERÍODO DE REALIZAÇÃO:
24 A 27 DE AGOSTO DE 2011
PÚBLICO ALVO:
PROFISSIONAIS E ESTUDANTES DA ÁREA DA SAÚDE, HUMANAS, EDUCAÇÃO E
GESTÃO DE POLÍTICA PÚBLICAS.
DATA LIMITE PARA SUBMISSÃO DE TRABALHOS:
15 DE MAIO DE 2011.
COORDENAÇÃO:
LEDA MARIZA FISCHER BERNARDINO
PROFESSORA TITULAR DA PUCPR, PÓS DOUTORA EM TRATAMENTO E PREVENÇÃO
PSICOLÓGICA PELA UNIVERSITÊ DENIS-DIDEROT – PARIS 7.
ROSA MARIA MARINI MARIOTTO
PROFESSORA DA PUCPR, DOUTORA EM PSICOLOGIA ESCOLAR E
DESENVOLVIMENTO HUMANO PELA USP.
COMISSÃO EXECUTIVA:
DENISE PLISKIEVISKI BUENO
PSICANALISTA, MEMBRO ASSOCIAÇÃO PSICANALÍTICA DE CURITBA.
ROSÂNGELA NASCIMENTO VERNIZI
PSICANALISTA, MEMBRO ASSOCIAÇÃO PSICANALÍTICA DE CURITIBA.
COMISSÃO CIENTÍFICA
LEDA MARIZA FISCHER BERNARDINO
(Psicanalista, membro da APC, doutora em Psicologia do Desenvolvimento, professora da PUCPR)
(Psicanalista, Membro da APC, Professora da Universidade Tuiuti do Paraná, doutora em Psicologia Clínica)
(Psicanalista, Doutor em Psicologia do Desenvolvimento, membro da APPOA/ Centro Lydia Coriat de Porto Alegre/
FEPI da Argentina)
(Psicanalista, doutora em Psicologia do Desenvolvimento, professora titular do Instituto de Psicologia da USP)
(Psicanalista, doutora em Psicologia Clínica, professora e vice-diretora da Faculdade de Psicologia da UFMG)
(Psicanalista, ABENEPI-RJ)
(Psicanalista, doutora em Psicologia clínica, membro da Association Lacanienne Internationale)
PAULINA ROCHA
(Lingüista, psicanalista, membro do Círculo Psicanalítico de Recife e diretora do Centro de Pesquisas
em Psicanálise e Linguagem de Pernambuco)
CONFERENCISTAS INTERNACIONAIS CONFIRMADOS:
Professor de Neuropsiquiatria Infantil da Fondatione Stella Maris, diretor da Unidade de Psiquiatria do Departamento de Neurociências da Idade Evolutiva da Faculdade de Medicina de Pisa (Itália).
Chefe de Departamento de Psiquiatria Infantil do Hospital Pitié Salpétrière Autor, juntamente com Daniel Marcelli, do livro “Infância e Psicopatologia” (Publicado no Brasil pela Editora Artmed) Paris (França).
Psicólogo clínico, do Departamento de Psicologia Clínica do Hospital for Sick Children de Edimburgo, Escócia. Expert em diagnóstico precoce e tratamento do autismo. Autor, juntamente com Colwyn Trevarthen, do livro “Children with Autism” ((J.Kingstey Publishers, 1998) e do livro “Dietary Interventions in Autism Spectrum Disorders”.
Analista membro da Association Lacanienne Internationale
Idealizadora da pesquisa PréAut – prevenção do Autismo Doutora em Psicologia Clínica pela Université Paris XIII, na qual é professora convidada. Psicanalista no Centre Alfred Binet. Autora dos livros “O que a psicanálise pode ensinar sobre o autismo” (Ed. Ágalma, 1991), “Rumo à palavra - três crianças autistas em psicanálise” (Ed. Escuta, 1997) e “A voz da sereia – o autismo e os impassses na constituição do sujeito” (Ed. Ágalma, 2004).
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São Paulo, 20 e 21 de maio de 2011
A folie à deux é uma experiência delirante entre dois sujeitos que interroga a possibilidade da separação no campo da paranóia, ao mesmo tempo em que reúne elementos para situar as dificuldades que são encontradas na relação mãe-filha. O tema será abordado por oito psicanalistas e debatedores que discutirão com o público presente.
Conferencistas: Claudia Thereza Guimarães de Lemos, Flávia Trocoli, Mariângela Máximo Dias, Maria Teresa Guimarães de Lemos, Marta Togni Ferreira, Mauro Mendes Dias, Monica Rogulski Fiorillo (enfermeira), Osvaldo de Vitto, Sandra Berta.
Debatedores: Ana Lucia Panachão, Claudia, Klouri, Cristina Helena Guimarães, Lúcia Arantes, Luciana Lorens Braga, Maria Francisca Lier de Vitto, Renata Caiaffa.
Local: Centro Clínico Pinheiros – Rua João Moura, 647 Pinheiros São Paulo SP
Horários:
Dia 20 de maio, das 18h30 às 21h30
Dia 21 de maio, das 9h às 16h30
Valor: R$150,00
Informaçãoes e inscrições:
e-mail: epsicamp@uol.com.br
tel: (19) 3253-1945
Promoção: Seminário Fundamentos da Clínica do Psicanalista – Mauro Mendes Dias
Apoio: Escola de Psicanálise de Campinas
Encounters through Generations is a series of filmed events organised at the Institute of Psychoanalysis between old and new generations of psychoanalysts and candidates in training. This video is an edit of a longer DVD documentary which we hope will be available after Summer 2010.
Segue o Link, com o vídeo em Inglês.
http://www.psychoanalysis.org.uk/audiovisualgenerations.htm
Coordenação: Beatriz Helena Martins de Almeida e Sandra Leticia Berta.
Em 2011, nossas atividades funcionarão em 2 eixos que se articulam: teórico e clínico.
Teórico:
- estudo do Seminário A Angústia (1962-1963) de Jacques Lacan, do texto Inibição, Sintoma e Angústia (1926) de Sigmund Freud e de textos de psicanalistas contemporâneos, visando deduzir o particular das psicoses em sua relação com os conceitos de falo e de objeto.
Clínico:
- apresentação de pacientes: a partir desse dispositivo, fundamentado
na ética da psicanálise, visamos debater sobre o diagnóstico e suas consequências na direção do tratamento.
- discussão clínica: dedicaremos alguns encontros à discussão
de casos clínicos.
Local: Sede FCL-SP Rua Lisboa, 1163 Pinheiros – São Paulo – SP
Data de início: 28/02
Horário: segundas-feiras, quinzenalmente, das 10h30 às 12h
Taxa: R$ 70,00 mensais
Informações na secretaria do FCL-SP: (11) 3063-3703 e 3057-1743
epcl_fclsp@campolacanianosp.com.br
http://www.campolacanianosp.com.br
Jacques Lacan estabeleceu como um dos pilares cruciais de seu ensino, a defesa da práxis analítica balizada por cálculos e etapas clínicas fundamentadas formalmente pelo psicanalista. É o que denominou por “direção do tratamento”. Para isso, visitou diversos campos do conhecimento, prioritariamente a lingüística, a filosofia, a lógica e a matemática. O curso objetiva introduzir as categorias e os operadores essenciais dessa direção, contextualizando o estilo lacaniano em contraposição aos padrões de mestria e ao pensamento filosófico e analítico clássicos.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
MÓDULO I
A Lógica Clássica, a Metafísica e a Episteme
A psicanálise e sua inserção no discurso da ciência.
A lógica clássica aristotélica e o ordenamento do mundo.
Metafísica, dialética e retórica.
Derivação da lógica clássica em Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino.
René Descartes e a formalização do discurso da ciência.
O iluminismo: universalização do saber.
MÓDULO II
Referentes da Lógica Clássica e da Lógica Lacaniana
O que são categorias?
As categorias aristotélicas.
A lógica da oposição no discurso usual.
O “estranho” legado aristotélico em Lacan.
O avesso da psicanálise. O mestre e o escravo.
Deslizamento formal lacaniano: do significante ao vazio de significação.
O campo do gozo.
A realidade e o real.
MÓDULO III
Lógica e Linguagem. O Estatuto do Discurso Corrente
Pragmática, semântica e sintaxe.
Significado e referência.
O problema do saber e da verdade. Freud e a verdade.
O inconsciente e a “ruptura” com a verdade hermenêutica.
Leis lógicas fundamentais:
• Princípio da identidade.
• Princípio da não contradição.
• Princípio do terceiro excluído.
Conceito, juízo e termo.
Quantidade e qualidade das proposições.
O quadrado lógico.
MÓDULO IV
A Direção Clínica em Lacan: as Categorias
O estatuto do inconsciente.
Os quatro conceitos fundamentais da psicanálise.
As categorias lacanianas. O nó borromeano e o S().
Retificação ao real e a contradição lógica. Entrada em análise.
Lógica fálica lógica do predicado.
MÓDULO V
A Política do Tratamento: os Operadores
Desejo do analista.
Tática – Interpretação.
Estratégia – Manejo da transferência.
Os quatro discursos como operadores clínicos.
Os quatro tempos da análise operacionalizados pelos tempos verbais das vozes gramaticais: ativa, passiva, reflexiva e neutra (voz analítica por excelência).
MÓDULO VI
Clínica Psicanalítica das Psicoses
Constituição do eu – estádio do espelho.
A esquizofrenia e as bengalas imaginárias.
Constituição do sujeito – metáfora paterna ou foraclusão do nome-do-pai.
Na linguagem, fora do discurso.
A paranóia e o significante Ideal.
A significação do falo e o objeto nas psicoses.
Objeto e melancolia.
Alienação e separação.
DSM, medicalização e internação.
A Psicanálise e a clínica da Reforma.
MÓDULO VII
Joyce, o Significante e a Escrita
Os nomes-do-pai.
A escrita. O nada em sua diferença com o vazio.
Escrita e suplência.
O “nó de quatro”.
BIBLIOGRAFIA ELEMENTAR:
Em Sigmund Freud – “Obras Completas”:
Teorias sexuais infantis (1908).
Observações psicanalíticas sobre um caso de paranóia relatado em autobiografia (“o caso Schreber”) (1911).
Totem e tabu (1912).
Observações sobre o amor de transferência (1914).
O recalque (1915).
Luto e melancolia (1915).
O inconsciente (1915).
Mais além do princípio prazer (1920).
A organização genital infantil. Adição à teoria sexual (1923).
O eu e o isso (1923).
Neurose e psicose (1924).
A perda da realidade na neurose e na psicose (1924).
Sobre a sexualidade feminina (1931).
Novas lições introdutórias à psicanálise (1932) (capítulos: XXXIII – A feminilidade e XXXV – O problema da concepção de mundo).
Em Jacques Lacan – “Escritos”:
Estádio do espelho como formador da função do eu tal como nos é revelada na experiência analítica (1949).
Intervenção sobre a transferência (1951).
A coisa freudiana (1955).
Questão preliminar a todo tratamento possível das psicoses (1958).
A significação do falo (1958).
A direção do tratamento e os princípios de seu poder (1958).
Posição do inconsciente (1960).
Do “trieb” de Freud e do desejo do psicanalista (1964).
A ciência e a verdade (1965).
Em Jacques Lacan – “Outros Escritos”:
Alocução sobre as psicoses da criança (1967).
Nota sobre a Criança (1969).
Em Jacques Lacan – “Seminários” (partes e fragmentos previamente escolhidos):
As psicoses – Livro 3 (1955 – 1956).
As formações do inconsciente – Livro 5 (1957 -1958).
A angústia – Livro 10 (1962-1963).
Os quatro conceitos fundamentais da psicanálise – Livro 11 (1964).
De um Outro ao outro – Livro 16 (1968-1969).
O avesso da psicanálise – Livro 17 (1969-1970).
Mais, ainda – Livro 20 (1972-1973).
R.S.I. – Livro 22 (1974 -1975).
O sinthoma – Livro 23 (1975-1976).
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
Aristóteles, “Organon” – Guimarães Editores. Lisboa, 1985 (Primeira parte: “Categorias”).
Barbato, Welson – Artigo: “A lógica da oposição e o ser da gramática”.
Guenancia, Pierre, “Descartes” – Jorge Zahar Editor. Rio de Janeiro, 1986.
Hegel, “Fenomenología del espíritu” – Fondo de Cultura Económica. México, 1987.
Quinet, Antonio, “A psicose e o laço social” – Jorge Zahar Editor. Rio de Janeiro, 2006.
Soler, Colette, “O inconsciente a céu aberto da psicose”, Jorge Zahar Editor. Rio de Janeiro, 2007.
Vanier, Alain, “Lacan” – Editora Liberdade. São Paulo, 2005.
FUNCIONAMENTO DO CURSO
Ministrado pelos psicanalistas:
5 primeiros módulos:
Welson Barbato. Psicanalista. Coordenador de grupos de leitura formativos em Psicanálise. Autor do texto “A Estética do Dizer no Sujeito Psicanalítico: reflexões sobre o filme O Carteiro e o Poeta de Michael Radford” publicado no livro “O Desejo em cena, cinema e pensamento psi”, editora Companhia Ilimitada. Atualmente, professor da Casa do Saber, ministrando o curso “O que é o Inconsciente – Rupturas e Continuidade de Freud a Lacan”.
2 últimos módulos:
Beatriz Almeida. Psicanalista. Membro da Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano. Coordenadora da Rede de Pesquisa sobre as Psicoses do Fórum do Campo Lacaniano – SP. Coordenadora, professora e supervisora clínica do Curso de Formação em Acompanhamento Terapêutico do Instituto A Casa. Coordenadora e supervisora clínica da NÓS Equipe de Acompanhamento Terapêutico.
Duração: três semestres, distribuídos da seguinte forma:
Primeiro semestre: março a junho de 2011 (16 aulas).
Segundo semestre: agosto a novembro de 2011 (16 aulas).
Terceiro semestre: fevereiro a maio de 2012 (16 aulas).
Horário: quintas às 13h30 ou sextas às 13h.
Distribuição: encontros semanais de 2 horas.
Início: 2ª semana de março de 2011.
Valor: R$ 200 mensais (quatro encontros).
Local: Av. Paulista, 2001 – Conj. 1013/14 – Jardim Paulista – SP (consultório de Welson Barbato).
Número de participantes: 8 a 12.
Informações e inscrições: com Jorge pelo telefone (11) 3289-3175.
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PRIMEIRO SEMESTRE 2011
O Instituto A Casa – pioneiro na clínica do Acompanhamento Terapêutico (AT) em São Paulo – com mais de 30 anos de experiência no tratamento de psicoses e de outras psicopatologias, oferece o Curso de Formação em AT.
O Curso tem na Psicanálise um importante referencial e também contempla outras teorias que dialogam com a clínica ampliada, preconizada pela Reforma Psiquiátrica.
Organizamos o Curso em palestras ministradas por acompanhantes terapêuticos, psicanalistas e outros profissionais da área da Saúde Mental, convidados para abordar temas pertinentes ao Acompanhamento Terapêutico. Além das palestras, o curso é composto por encontros com as coordenadoras do Curso, voltados à discussão clínica, esclarecimento de dúvidas e articulação da teoria com a práxis do AT, de modo a promover a participação ativa dos alunos.
Concebemos o Curso em quatro módulos temáticos: “Fundamentos do AT”, “Clínica do AT”, “AT com crianças e adolescentes” e “Interfaces do AT”.
No primeiro semestre de 2011 serão realizados os módulos: “Fundamentos do AT” e “AT com crianças e adolescentes”.
Os módulos são semestrais e independentes, permitindo aos alunos realizarem um ou mais módulos, como forma de complementar sua formação ou optarem pela Formação em Acompanhamento Terapêutico, que inclui a realização dos quatro módulos e entrega de trabalho de conclusão individual (orientado pelas coordenadoras do Curso), com opção de estágio supervisionado.
Público-alvo: profissionais e estudantes de Psicologia, Terapia Ocupacional, Serviço Social, Enfermagem, Medicina e Educação. Técnicos dos serviços de Saúde Mental, como caps, hospitais-dia, centros de convivência, moradias assistidas, oficinas terapêuticas, emergências psiquiátricas e ambulatórios.
Valor por módulo: R$ 800 ( parcelado em 4 cheques de R$ 200).
Informações e inscrições para o módulo “Fundamentos do AT” com Karina (karina@acasa.com.br) e para o módulo “AT com crianças e adolescentes” com Vilma (vilma@acasa.com.br).
As inscrições devem ser realizadas até dia 14 de março, nos seguintes horários: segundas às quintas, das 12h30 às 13h30 e das 16h às 17h e sextas, das 14h30 às 17h.
Local: Instituto A Casa, rua Dr. João Maia, 118, Aclimação (próximo ao metrô Ana Rosa).
Telefone: (11) 5574-0677
VAGAS LIMITADAS
Módulo: Fundamentos do Acompanhamento Terapêutico
Coordenação: Clarissa Metzger
Horário: 4as-feiras, semanalmente, das 20h às 22h
Data: 16/03 a 22/06
16/03 – Apresentação Clarissa Metzger
23/03 – Sobre o histórico do AT Maurício Porto
30/03 – Ação interpretativa no AT Ricardo Gomides Santos
06/04 – Coordenação Clarissa Metzger
13/04 – Projeto terapêutico no AT Equipe de AT convidada
04/05 – Constituição do sujeito: neurose e psicose Clarissa Metzger
11/05 – Discussão de caso clínico Clarissa Metzger
18/05 – O que há de psicanalítico no AT? Maurício Hermann
25/05 – Ética e AT Marcelo Checchia
01/06 – Discussão de caso clínico Clarissa Metzger
08/06 – O conceito de crise e emergência no AT Fernando Cembranelli
15/06 – Noções em psicofarmacologia Cíntia de Camargo Dias
22/06 – Psicose, arte e AT Daniela Figueiredo Canguçu
29/06 – Avaliação e encerramento Clarissa Metzger
Módulo: Acompanhamento Terapêutico com crianças e adolescentes
Coordenação: Beatriz Almeida
Horário: sábados, quinzenalmente, das 14h às 18h
Data: 19/03 a 11/06
19/03
14h Procura-se Janaína: sobre o desejo do AT Deborah Sereno
16h Apresentação Beatriz Almeida
02/04
14h Psicose na infância Ana Laura Prates Pacheco
16h Ética e clínica no AT Kleber Barretto
16/04
14h Posição do sujeito e estrutura familiar Michele Faria
16h AT com crianças Shirley Batista
30/04
14h Autismo e Psicanálise Ana Paula Pires
16h Inclusão escolar Daniele Sanches
14/05
14h Discussão de texto Beatriz Almeida
16h AT e família Beatriz Almeida
28/05
14h AT com adolescentes Rodrigo Veinert
16h Discussão clínica Beatriz Almeida
11/06
14h Adolescência e crises Sandra Berta
16h Encerramento Beatriz Almeida
Estágio supervisionado do Curso de Formação em AT
Coordenação e supervisão: Beatriz Almeida e Clarissa Metzger
Dirigido a alunos do Curso de Formação em AT.
Duração: 1 ano.
Frequência: 2 horas de atendimento individual semanal + 2 horas de supervisão semanal em pequenos grupos.
Mensalidade: R$ 160,00 (12 cheques pré-datados).
Admissão: através de entrevista com uma das supervisoras: Beatriz Almeida ( acompanhamentoterapeutico@gmail.com ) e Clarissa Metzger ( clarissa2007@uol.com.br ).
Palestrantes convidados:
Ana Laura Prates Pacheco Psicóloga e Psicanalista. AME da Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano (EPFCL) e membro do Fórum do Campo Lacaniano em São Paulo (FCL-SP). Atual Diretora da EPFCL-Brasil. Coordenadora da Rede de Pesquisa de Psicanálise e Infância do FCL-SP. Doutora em Psicologia Clínica pelo IP-USP. Autora do livro: Feminilidade e Experiência Psicanalítica, Hacker Editores.
Ana Paula Pires Psicanalista. Mestre em Psicologia Clínica pelo IP-USP. Membro do FCL-SP.
Beatriz Helena Martins de Almeida Psicanalista e acompanhante terapêutica. Membro da EPFCL e do FCL-SP. Coordenadora da Rede de Pesquisa sobre as Psicoses do FCL-SP. Coordenadora, professora e supervisora clínica do Curso de Formação em Acompanhamento Terapêutico do Instituto A Casa. Coordenadora e supervisora clínica da Nós Equipe de Acompanhamento Terapêutico. Psicóloga clínica na New Soccer Gerenciamento de Futebol.
Cíntia de Camargo Dias Psiquiatra e psicoterapeuta. Mestre em Psiquiatria pela UNIFESP. Vice-coordenadora do Internato de Psiquiatria do 5º ano do Curso de Medicina da UNIFESP.
Clarissa Metzger Psicanalista. Mestre em Psicologia Social e doutoranda em Psicologia Clínica pelo IP-USP. Membro do Laboratório Psicanálise e Sociedade do IP-USP, Coordenadora, professora e supervisora clínica do Curso de Formação em Acompanhamento Terapêutico do Instituto A Casa.
Daniela Figueiredo Cangaçu Terapeuta Ocupacional e coordenadora do Programa de Aprimoramento Multiprofissional em Saúde Mental do Centro de Atenção Psicossocial Professor Luiz da Rocha Cerqueira (CAPS Itapeva). Mestranda em Linguagem e Educação na FE-USP.
Daniele Sanches Psicóloga. Psicanalista. Mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Membro do FCL-SP. Colaboradora da Rede Clínica e de Pesquisa Sintoma e Corporeidade do FCL-SP.
Deborah Sereno Psicanalista. Mestre em Psicologia Clínica pelo IP-USP. Coordenadora do Balaio – Núcleo de Referência em Psicoses e Inclusão e de equipe clínica da Clínica Psicológica do Instituto Sedes Sapientiae. Docente da Faculdade de Psicologia da PUC-SP.
Equipe de AT convidada Bruna Pastore, Clarissa Nars, Letícia Borges, Sandra Garcia e Vinícius Costa.
Fernando Cembranelli Psiquiatra e psicanalista. Mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Coordenador médico do Hospital-dia A CASA.
Kleber Duarte Barretto Acompanhante terapêutico e psicanalista. Doutor em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Supervisor e pesquisador da UNIP. Membro da AAT. autor do livro: Ética e Técnica no Acompanhamento Terapêutico – andanças com Dom Quixote e Sancho Pança, Unimarco editora.
Marcelo Checchia Membro do FCL-SP. Psicólogo, mestre e doutorando em Psicologia Clínica pelo IP-USP. Professor convidado do Instituto Langage – SP e do Núcleo de Estudos em Psicanálise e Educação em Poços de Caldas – MG.
Maurício Hermann Psicanalista. Doutor em Psicologia Clínica pelo IP-USP. Autor do livro AT e psicose: um articulador do real, simbólico e imaginário, UMESP. Membro da EPFCL e do FCL-SP. Coordenador da Rede de Pesquisa sobre Neurose e do seminário Freud com Lacan do FCL-SP. Supervisor clínico de equipes de AT.
Maurício Porto Psicanalista e acompanhante terapêutico. Participante do Estágio Assistido em Acompanhamento Terapêutico. Professor do Curso de Psicopatologia da Faculdade de Saúde Pública da USP.
Michele Faria Psicanalista. Doutora em Psicologia Clínica pelo IP-USP. Participante do programa de Pós-Doutorado da Unicamp. Autora dos livros Constituição do sujeito e estrutura familiar, Cabral Editora e Livraria Universitária e Introdução à psicanálise de crianças: o lugar dos pais, Hacker Editores. Docente em cursos de pós-graduação.
Ricardo Gomides Santos Psicólogo clínico. Mestre e doutorando em Psicologia Social pelo IP-USP. Professor da UNINOVE.
Rodrigo Veinert Psicólogo, músico e acompanhante terapêutico, com aprimoramento multi-profissional em Saúde Mental pelo PIDA – Caps Itapeva.
Sandra Berta Psicanalista. Doutoranda em Psicologia Clínica pelo IP-USP. Membro da EPFCL e do FCL-SP. Coordenadora da Rede de Pesquisa sobre as Psicoses do FCL–SP. Membro do Laboratório Psicanálise e Sociedade do IP-USP.
Shirley Batista Educadora. Acompanhante terapêutica formada pelo Instituto A Casa. Terapeuta do Hospital-dia A Casa. Membro da Nós Equipe de Acompanhamento Terapêutico.
Instituto A Casa
Direção: Beatriz Aguirre, Regina Von Atzingen e Sônia Ferrari
Direção do Departamento de Formação: Beatriz Aguirre
Coordenação do Curso de Formação em Acompanhamento Terapêutico: Beatriz Almeida e Clarissa Metzger