Posts Tagged ‘acompanhante terapêutico’

Nos dia 8, 9 e 10 de outubro de 2015, a Equipe Nós esteve presente no Congresso Internacional de Acompanhamento Terapêutico: “clinica em las fronteras, caminos del AT em lo cotidiano” realizado na cidade de Córboda, Argentina. O congresso foi organizado pela Faculdade de Psicologia da Universidade Nacional de Córdoba (UNC) em parceria com a Associação de Acompanhantes Terapêuticos da República Argentina (AATRA). Houve uma grande adesão chegando a 700 inscritos. Muitos assuntos foram debatidos nas mesas de temas livres e mesas redondas com psicanalistas, acompanhantes terapêuticos e psicólogos principalmente da Argentina, México e do Brasil.

Dentre os diversos temas que apareceram, nos chamou a atenção a mesa redonda sobre Acompanhamento Terapêutico e Inclusão Escolar. Um dos palestrantes dessa mesa foi Sebastián García (membro da AATRA de Mar Del Plata) que abordou a questão da regulação do Acompanhamento Terapêutico na instituições educativas da província de Buenos Aires. Resgataremos brevemente o que foi apresentado por García para, em seguida, propormos uma reflexão sobre a prática que ocorre aqui em São Paulo. Importante ressaltar que utilizaremos a discussão a respeito do lugar do at1 em escolas que tem ocorrido na Argentina como ponto de partida para refletirmos sobre nossa compreensão do papel do at na escola no Brasil, e mais especificamente, em São Paulo. É certo que há particularidades no modo de o profissional atuar e das legislações vigentes em cada um dos países, no entanto, “pegaremos carona” na discussão aberta por García para apresentarmos como entendemos o dispositivo do AT em escolas.

Para contextualizar, lembramos que a maneira como o at está inserido nas escolas em São Paulo possui, atualmente, um caráter marginal, isto é, se está dentro e fora da escola simultaneamente. A inexistência de um vínculo formal com a escola, assim como a não regulamentação dessa prática produz consequências diversas para a prática do at. Por um lado, não se está protegido e amparado por uma lei trabalhista; por outro, é possível construir o enquadre do trabalho de acordo com a demanda singular de cada criança, família e escola. Esse seria apenas um ponto da discussão.

Sebastián García, em sua exposição, fala sobre a regulamentação da prática do Acompanhamento Terapêutico na Argentina. Atualmente, o at pode ser formado em psicologia, mas não necessariamente, para alguém poder dizer-se at deve realizar um curso técnico de nível superior. Segundo a lei de regulamentação do AT na escola, apresentada por García, do ano de 2013, haveria dois tipos de apoios possíveis para serem solicitados pela escola: o primeiro de caráter assistencial, ou seja, um profissional que pudesse auxiliar a criança a deslocar-se pela escola, nos seus cuidados de higiene pessoal, organização, etc. – algo mais semelhante ao que chamamos de “cuidador” ou do trabalho do AVE (Auxiliar de Vida Escolar) na Rede Pública da prefeitura de São Paulo; e o segundo de caráter terapêutico que trabalharia sobre o laço social da criança, esse seria o tipo de apoio em que o at é solicitado. Segundo Sebastián García, na Argentina, entende-se o AT como aquele apoio de caráter transitório, portanto não naturalizado naquele espaço e que não pode ser encarado pela escola como um requisito ou condição para a matricula do aluno. O que determina a entrada do at na escola não é o diagnóstico médico, mas uma avaliação realizada pela equipe escolar.

Até esse momento, poderia se dizer que esse tipo de AT é o semelhante ao que realizamos aqui em São Paulo. Mas há peculiaridades do AT portenho, apontadas por Sebastián García, das quais destaco duas:

1- Todo acompanhante terapêutico deve pertencer a uma instituição de saúde que lhe oferece supervisão para o caso acompanhado;

2- O at deve participar dos projetos institucionais da escola;

Assim, vamos entendendo que na Argentina, se por um lado, esse at deve receber uma supervisão de uma instituição externa a escola, por outro, deve participar das reuniões internas da equipe escolar. Dentro e fora também parece ser o lugar ocupado pelo at em Buenos Aires. No entanto, nos ocorre pensar que a grande aproximação entre o at e a escola (seja participando das reuniões internas, seja estando muitas horas na escola, por exemplo acompanhando uma criança full time2) pode ser problemática. No nosso entendimento, o at não é da escola, ele é da criança. Pode (e é importante que o faça) trabalhar com a equipe escolar, mas desde um lugar de quem desconhece o funcionamento da instituição. Estar envolvido nos impasses e na rotina da escola pode interferir diretamente na maneira como esse profissional se posiciona em relação à criança: paciente ou aluno?

Assim, vemos delinear-se uma situação em que o acompanhante terapêutico corre o risco de ser tomado como um membro da equipe escolar (pelos professores, alunos e pela criança que acompanha). Ainda que seu foco de trabalho, nos enfatiza Sebastian García, “seja o terapêutico e não o pedagógico”, sua prática estará fortemente influenciada pelos discursos institucionais sobre os alunos. Acreditamos ser de extrema importância que o at possa manter-se dentro e fora da escola, dentro para poder trabalhar e dialogar com a equipe escolar, mas fora também para que, longe dos vícios da instituição seja capaz de perceber as cristalizações, e assim, fazer furo ali onde todo o saber parece já sabido. O acompanhante terapêutico na escola não possui todo o saber sobre a criança, pelo contrário, ele pode ajudar na construção de novos saberes a partir de novas perguntas. É preciso que alguém se pergunte, que alguém não saiba, que esteja dentro e fora para que haja movimento, improviso e novas criações na direção da inclusão possível. Um lugar não-todo para o at na escola é um lugar de incômodo pois é um não lugar, uma não profissão, um lugar “à margem do estabelecido” (como Mannoni quis que fosse Bonneuil3). Caminhar na direção da regulamentação do Acompanhamento Terapêutico na escola seria necessariamente eliminar a potência desse dentro e fora? Acompanhemos essa discussão…

Lenara Spedo Spagnuolo

Outubro/2015

1Utilizamos as abreviações at para nos referirmos ao profissional acompanhante terapêutico e AT para designar o dispositivo do Acompanhamento Terapêutico.

2Expressão utilizada por Sebastián García em sua exposição.

3Fazemos referência ao título de um dos capítulos do livro de Maud Mannoni intitulado “Uma ação à margem do estabelecido”. Cf: MANNONI, Maud (1973). Educação Impossível. Com a colaboração de Simone Benhaim e Robert Lefort e um grupo de estudante. Rio de Janeiro. Francisco Alves, 1988.

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Já está no ar o site do  X Congreso Internacional, XI Iberoamericano, XI Argentino de Acompañamiento Terapéutico “Clínica en las Fronteras. Caminos del AT en lo Cotidiano” que este ano ocorrerá em Córdoba, Argentina, nos dias 8, 9 e 10 de outubro.

Entre no site e faça a sua inscrição:

http://congresoat2015.wix.com/congreso

Até Córdoba!

 

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AT uru

 

Mais informações no site: http://ucu.edu.uy/es/node/3254

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GERAÇÕES – PESQUISAS E AÇÕES EM GERONTOLOGIA 

II Jornada de Acompanhamento Terapêutico no Envelhecimento:

Envelhecimento e Loucura

 

Sábado, dia 24 de maio de 2014

Auditório FMU-Campus Liberdade

 

 

    Na I Jornada de Acompanhamento Terapêutico, que ocorreu em 2009,  apresentamos nossas primeiras construções clínico-teóricas sobre AT no envelhecimento. Nesta II Jornada, avançaremos com estas construções focando a articulação com o campo social e político, tendo em vista as relações entre a loucura e o envelhecimento.

 

 

O evento acontecerá das 9h as 17h com mesas de discussão com participação de convidados, além de supervisão aberta de caso clínico.

 

 

 

 

Garanta sua vaga fazendo inscrição pelo e-mailgeracoes@geracoes.org.br

Enviar comprovante de depósito junto com nome

HSBC ag0956 cc0004153

R$150,00 (profissionais) 75,00 (estudantes)

Até dia 30 de Abril R$120,00 (profissionais) 60,00 (estudantes)

Organização Ger-Ações  www.geracoes.org.br

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MINI-CURSO: A FUNÇÃO DO DELÍRIO NO ACOMPANHAMENTO TERAPÊUTICO

Apresentado no VII Congresso Internacional de Acompanhamento Terapêutico: Polifonia, as diversas vozes do AT, novembro de 2012.

Autores: Guilherme Fonsatti, Maria Eduarda Lyrio, Karen Alves, Rafael Daud

BIBLIOGRAFIA

Bercherie,P. Os fundamentos da Clínica: história e estrutura do saber psiquiátrico. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1980/1989.

Berrios, G. E. & Gilberto, F. F. Delírio Clínica, História e Metateoria. Madrid: Editorial Trotta, 1996.

Berrios, G. E. História de los transtornos mentales: la psicopatologia descriptiva desde el siglo XIX. Mexico: Fondo de Cultura Econômica, 2008.

Berrios G. The history of mental symptoms: descriptive psychopathology since the nineteenth centuryT. Cambridge University Press; 1996.

Ellenberger, H. E. The Discovery of the Unconscious. Library of Congress Catalog Number: 79-94287 United States, 1970.

Ey, H. Estudios sobre delírio. Paz Montalvo: Madrid, 1950.

Jaspers, K.  Psicopatologia Geral. Rio de Janeiro: Atheneu, 1986/1913.

Freud, S. Notas psicanalíticas sobre um relato autobiográfico de um caso de paranoia. Edição standard brasileira das obras completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1911/1979, v.XII

__________ Sobre o narcisismo: uma introdução. Edição standard brasileira das obras psicológicas completas. Rio de Janeiro, Imago, 1914/1974, v. XIV.

__________ Neurose e Psicose. Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1924/1979.

Lacan, J. Da psicose paranoica em suas relações com a personalidade. Rio de Janeiro: Editora Forense Universitária, 1987.

 _____  Formulações sobre a causalidade psíquica. In: Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1946/1998.

______  O Seminário 3, As psicoses. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2002.

Pessotti, I. Os nomes da loucura. São Paulo: Editora 34, 1999.

Roudinesco, E. Jacques Lacan: esboço de uma vida, história de um sistema de pensamento. São Paulo: Companhia das Letras, 1993/2008.

Quinet, A. Teoria e Clínica da Psicose, Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2006.

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Por Sergio Telles, Estadão, 26 de maio de 2012.

Excluindo as doenças mentais mais graves – nas quais as perturbações das funções psíquicas são facilmente reconhecíveis através de sintomas como delírios, alucinações ou crises de agitação psicomotora -, é difícil estabelecer um diagnóstico em psiquiatria. Não há parâmetros unívocos para detectar com precisão as alterações na estrutura do pensamento, na produção das ideias, na intensidade da atenção, nas nuances da senso-percepção. As fronteiras entre a chamada normalidade e a psicopatologia não são bem delimitadas e mudam em função das circunstâncias socioculturais.

O psiquiatra conta apenas com a capacidade de observação e a subjetividade para avaliar este imponderável material que é a vida psíquica. Isso faz com que os diagnósticos em psiquiatria muitas vezes oscilem, não tenham a firmeza desejada.

Em 1952, a Associação Psiquiátrica Americana (APA) lançou a primeira versão do Manual de Diagnóstico e Estatística dos Distúrbios Mentais, que passou a ser mundialmente conhecido como DSM. Suas três primeiras versões não diferiam muitos dos grandes compêndios de psiquiatria, com suas densas descrições da psicopatologia, na maioria das vezes baseadas em pressupostos psicanalíticos. Em 1980, saiu sua terceira edição, o DSM3, com um enfoque diferente, procurando uniformizar e padronizar os dados observados, com o objetivo de deixar os diagnósticos psiquiátricos menos vagos e imprecisos. Grosso modo, ao invés de atentar para os meandros do psiquismo e as profundezas da psicopatologia ou da psicodinâmica psicanalítica, o DSM3 se centrou no registro dos sintomas observáveis no pragmatismo e na conduta do paciente, mais fáceis de quantificar e avaliar estatisticamente. Os motivos conscientes ou inconscientes que poderiam estar ligados a estes sintomas não são valorizados, não é feita uma relação de causa e efeito entre vivências existenciais traumáticas e a sintomatologia. O exame psiquiátrico não se interessa pela vida do paciente.

Esse enfoque reflete uma mudança na própria abordagem e compreensão da doença mental. Abandonou-se a visão analítica psicogênica e se defende a ideia de que o funcionamento normal do psiquismo resulta do equilíbrio dos neurotransmissores cerebrais, substâncias existentes entre os neurônios a facilitarem a circulação dos impulsos e sinais. Os sintomas seriam evidências do desequilíbrio dos neurotransmissores. Em sendo assim, não importam as vivências atuais e passadas do paciente e sim o repertório de sintomas que exibe e que será eliminado com uma medicação que devolve aos neurotransmissores o equilíbrio perdido. As psicoterapias são desvalorizadas e quando indicadas, devem seguir a linha cognitivista, que ensina o paciente a lidar com o sintoma através de treinamentos e condicionamentos conscientes. Não pode ser ignorado que este panorama se instala dentro de dois grandes referenciais econômicos – a indústria farmacêutica e os seguros-saúde, ambos beneficiados pela ênfase quase exclusiva na medicação. O primeiro, pelo incremento nas vendas, pois das medicações prescritas nos Estados Unidos, as psicotrópicas são as mais vendidas, tendo movimentado mais de US$ 14 bilhões em 2008. O segundo, que passa a impor para os segurados um modelo cognitivo de terapia com poucas sessões, que lhes é bem mais barato do que as longas terapias que antes tinham de pagar.

Largo debate se estabeleceu desde então. Os aspectos positivos deste enfoque são a tentativa de uniformização dos critérios diagnósticos, compartilhados facilmente por psiquiatras de várias culturas e formações diversas, o que deu novo alento à pesquisa e epidemiologia em psiquiatria. Como pontos negativos, ressalta-se a proliferação desenfreada de diagnósticos, a patologização e medicalização de modos de ser, a expansão para a infância de diagnósticos antes restritos a outras faixas etárias, como o transtorno bipolar.

A própria psiquiatria sofre uma certa desumanização, na medida em que o paciente fica despojado de sua singularidade, em que sua história é ignorada. Descarta-se o saber psicanalítico e a consulta psiquiatra fica rebaixada a um mero check-list de sintomas, na qual o paciente não tem oportunidade de falar de sua angústia e sofrimentos. Ao relegar sua vertente psicoterápica a um segundo plano e enfatizar excessivamente o lado medicamentoso, cuja importância não pode ser diminuída, a prática psiquiátrica fica empobrecida. Além do mais, se a psicopatologia fica reduzida a um mero desequilíbrio dos neurotransmissores, qualquer médico não psiquiatra se sente autorizado a passar antidepressivos e tranquilizantes, como ocorre atualmente.

Este é o pano de fundo que se instalou progressivamente desde os anos 80. Agora se aguarda com expectativa o DSM5, a quinta edição do manual, a ser lançada em maio do próximo ano. No último dia 11, o dr. Allen Frances, que liderou uma das forças-tarefa do DSM4, escreveu um artigo no New York Times fazendo pesadas críticas ao modo como os trabalhos estão sendo encaminhados.

Allen teme que o DSM5 seja um “desastre”, pois insiste em ampliar cada vez mais os critérios diagnósticos, invadindo a infância e procurando transformar as preocupações, angústias e tristezas inerentes à vida em sintomas a serem medicados. Com isso, “introduzirá muitos diagnósticos novos e não comprovados que irão medicalizar a normalidade”, resultando numa “fartura desnecessária e prejudicial de prescrição medicamentosa”.

Allen diz que a fabricação de diagnósticos – desvio no qual as DSM são pródigas – é mais danosa do que a proliferação de medicação, embora uma coisa leve à outra. Apesar de afastar a acusação mais comum de que o grupo do DSM5 está atrelado à indústria farmacêutica, sabe-se que mais de 70 % dele declarou ter algum tipo de vínculo com ela. Allen vai mais longe ao propor que a própria APA abdique da função de estabelecer o que é mentalmente são ou doente, pois acredita que o mundo mudou e que essa atribuição não pode mais ficar restrita a uma associação de psiquiatria e, sim, a um leque muito mais vasto de representantes da sociedade.

Vê-se que o DSM tentou resolver um problema – a excessiva subjetividade na formulação do diagnóstico – e caiu noutro, a produção excessiva de diagnósticos “objetivos”. É um impasse, que não deve ser entendido como uma prova da insuficiência da psiquiatria e, sim, como evidência da complexidade do fenômeno do qual ela trata.

Não é fácil medir e pesar a loucura dos homens, como tão bem sabia Machado de Assis. Em O Alienista, o Dr. Simão Bacamarte também oscilava em firmar o diagnóstico – serão todos loucos em Itaguaí, ou não há louco nenhum? Sem chegar a uma conclusão, termina por se internar sozinho no Hospício de Casa Verde, numa decisão mais filosófica do que clínica.

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,dificil-diagnostico-,878252,0.htm

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VI CONGRESO INTERNACIONAL DE ACOMPAÑAMIENTO TERAPÉUTICO.

INTEGRACIONES CONCEPTUALES HACIA UNA PROFESIONALIZACIÓN DE NUESTRA PRÁCTICA

BUENOS AIRES – ARGENTINA
10, 11 Y 12 DE NOVIEMBRE 2011
Hotel Bauen Av. Callao 360

CONVOCATORIA A PRESENTACIÓN DE TRABAJOS
Ejes Temáticos
1. Inclusión del acompañante terapéutico en equipos interdisciplinarios.
2. Espacios comunitarios y Acompañamiento terapéutico. Desafíos ante la vulnerabilidad psicosocial.
3. El At en procesos de desinstitucionalización hospitalarias, procesos de externación asistida.
4. Clínica Actual y At. Pacientes de difícil abordaje terapéutico.
5. El At transitando espacios públicos y privados.
6. Aspectos legales del at. El at en las leyes de salud mental.
7. Ética y At
8. Estado actual del AT en el exterior y en la Rep. Arg. (filiales)
9. Derechos humanos y acompañamiento terapéutico.
10. Formación del Acompañante terapéutico.

Normativas para la presentación de trabajos

1. Presentación de Abstract

-200 palabras-
Formato: hoja A4
Fuente: Arial, cuerpo 12, interlineado 1 ½, titulo en Arial 14 con negrita.
Enviar: copia en archivo adjunto de Word, vía e-mail.
Detallar: nombre, profesión domicilio, teléfono, fax, e-mail, de todos los realizadores del trabajo.
Indicar el eje Temático en el que esta incluido.
Explicar la modalidad de presentación.
Indicar si pertenece a una institución pública o privada.
Fecha límite de presentación de abstracts: 15 de septiembre de 2011

2. Presentación trabajos:

-máximo 4 carillas-
Formato: hoja A4.
Fuente: Arial, cuerpo 12, interlineado 1 ½, titulo en Arial 14 con negrita.
Enviar: copia en archivo adjunto de Word, vía e-mail.
Detallar: nombre, profesión domicilio, teléfono, fax, e-mail, de todos los realizadores del trabajo.
Indicar el eje Temático en el que esta incluido.
Explicar la modalidad de presentación.
Indicar si pertenece a una institución pública o privada.
Fecha límite de presentación de trabajos: 15 de octubre de 2011

MODALIDAD DE PRESENTACIÓN DE LOS TRABAJOS:
1- Trabajos Individuales sobre temas propuestos
2- Presentación Institucionales

OPCIONES DE ALOJAMIENTO Y HOSPEDAJE
1) Se han reservado algunas habitaciones en el Hotel Bauen, las cuales tienen un costo de u$s 40.- diarios por persona (base habitación doble), la disponibilidad es acotada por lo que se recomienda a quienes opten por esta alternativa nos hagan llegar su confirmación para asegurarse el lugar. Por su excelente ubicación, la categoría del hotel y la ventaja de ser la sede del evento, es una alternativa muy recomendable a un valor muy conveniente.
2) Para quienes el costo de la opción anterior resulte excesivo, o quienes prefieran alternativas con mayores comodidades, pueden hacernos llegar sus preferencias a fin de evaluar otras alternativas.
3) Está previsto organizar una red de alojamiento familiar en casa de los colegas vinculados a la organización, para aquellos colegas extranjeros o del interior del país que tengan dificultades para solventar sus gastos de alojamiento y estadía. En este caso, se abrirá un listado a fin de facilitar su participación a las personas que lo soliciten.

COSTOS ANTES DEL 15 DE AGOSTO
PROFESIONALES $ 300
ESTUDIANTES $ 250
AFILIADOS A AATRA CUOTA AL DIA $ 200
AFILIADOS A AATRA SIN CUOTA AL DIA $250
DESCUENTO POR GRUPOS DE 5 PERSONAS %20
(ejemplo Estudiantes $200 Afiliados $160)
DESCUENTO A FILIALES AATRA %20

Informes: informesbsas@aatra.org.ar

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