Posts Tagged ‘Clínica das Psicoses’

2o SEMESTRE DE 2016

Módulo: A Clínica do Acompanhamento Terapêutico
Coordenação: Beatriz Almeida
Horário: sábados, quinzenalmente, das 9h às 13h.
Data: de 20/08 a 19/11.

20/08
9h Contrato e enquadre no Acompanhamento Terapêutico
Beatriz Almeida
11h Clínica do cotidiano e Acompanhamento Terapêutico
Saulo Jardim (a confirmar)
03/09
9h Constituição do sujeito na neurose e na psicose
Beatriz Almeida
11h Paranóia
Luis Guilherme Mola
17/09
9h Clínica do Acompanhamento Terapêutico
Franz Murillo
11h Esquizofrenia
Beatriz Almeida
01/10
9h Secretários do alienado
Rafael Rocha Daud
11h Psicose e laço social
Beatriz Almeida
15/10
9h Clínica na instituição
Maria Lívia Tourinho Moretto
11h Acompanhamento Terapêutico com idosos
Luciana Rebello
29/10
9h Alcoolismo e toxicomanias
José Waldemar Turna
11h Angústia na síndrome do pânico e nas depressões
Welson Barbato
19/11
9h Mania, melancolia e seus estados limites
Christian Dunker
11h Discussão de caso clínico
Beatriz Almeida

Módulo: Acompanhamento Terapêutico e a clínica nas instituições
Coordenação: Clarissa Metzger
Horário: quartas-feiras, semanalmente das 20h às 22h
Data: de 17/08 a 07/12
Inscrições: até 15/08

17/08 Abertura: Origens clínico-institucionais do AT
Clarissa Metzger
24/08 Análise institucional
Maria Cristina Gonçalves Vicentin
31/08 Narcisismo e constituição do eu
Clarissa Metzger
14/09 Clínica do Acompanhamento Terapêutico no
Judiciário
Maurício Herrman
21/09 Clínica do Acompanhamento Terapêutico em abrigos
Thais Siqueira
28/09 Clínica do Acompanhamento Terapêutico na escola
Priscila Venosa
05/10 Clínica do Acompanhamento Terapêutico nas
organizações sociais
João Carlos Guilhermino da Franca
19/10 Discussão de caso clínico
Clarissa Metzger
26/10 Clínica do Acompanhamento Terapêutico e família
Daniela Canguçu
09/11 Clínica do Acompanhamento Terapêutico em contexto
hospitalar
Clarissa Carvalho Fongaro Nars
16/11 Acompanhamento Terapêutico no contexto da
Reforma Psiquiátrica brasileira
Débora Marinho
23/11 Trabalho em rede e interdisciplinaridade
Sônia Maria Leonardi Ferrari
30/11 Psicose estabilizada e laço social
Ivan Ramos Estevão
07/12 Avaliação e encerramento
Clarissa Metzger

Valor por módulo: R$1280,00 divididos em 4 parcelas de R$320,00.
Informações e inscrições: com Karina (karina@acasa.com.br) ou Vilma (vilma@acasa.com.br), de segunda a sexta, das 14h30 às 17h.
Local: Instituto A Casa, rua Dr. João Maia, 118, Aclimação (próximo ao metrô Ana Rosa).
Telefone: (11) 5574-0677
VAGAS LIMITADAS

Estágio supervisionado em Acompanhamento Terapêutico
Supervisão: Beatriz Almeida e Clarissa Metzger
Dirigido aos alunos da Formação em AT.
Duração: 1 ano.
Frequência: de 2 a 4 horas de atendimento individual semanal/ reuniões em instituição + 2 horas de supervisão semanal em pequenos grupos.
Mensalidade: R$250,00 (12 cheques pré-datados).
Admissão: através de entrevista com uma das supervisoras:
• Beatriz Almeida: acompanhamentoterapeutico@gmail.com
• Clarissa Metzger: clarissa2007@uol.com.br
Entrevista: R$ 100.

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Exibição do filme: ‘A céu aberto, entrevistas. Le Courtil, a invenção no dia a dia’  de Mariana Otero

Após a axibição do filme, haverá um debate conduzido pelas psicanalistas:

Monica Nezan (Master Profissional em Psicologia e Psicopatologia na Universidade Paris V – Sorbone e Especialista em transtornos globais do desenvolvimento pelo Lugar de Vida)

Camille Gavioli (Mestre em Educação e Psicologia pela FEUSP, Especialista em transtornos globais do desenvolvimento pelo Lugar de Vida, Psicóloga nos Centros de Excelência em Especialidades Pediátricas no Hospital Sabará)

Data: 31 de março de 2016 ; Horário: das 18h30 às 21h30

 

Mais informações: http://www.lugardevida.com.br/home_not00.php?id=156

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O curso tem início em 2 de abril, são 8 módulos (1 sábado por mês).

nos_cartaz

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Primeiro Semestre 2016

www.acasa.com.br

A CASA email

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Nos dia 8, 9 e 10 de outubro de 2015, a Equipe Nós esteve presente no Congresso Internacional de Acompanhamento Terapêutico: “clinica em las fronteras, caminos del AT em lo cotidiano” realizado na cidade de Córboda, Argentina. O congresso foi organizado pela Faculdade de Psicologia da Universidade Nacional de Córdoba (UNC) em parceria com a Associação de Acompanhantes Terapêuticos da República Argentina (AATRA). Houve uma grande adesão chegando a 700 inscritos. Muitos assuntos foram debatidos nas mesas de temas livres e mesas redondas com psicanalistas, acompanhantes terapêuticos e psicólogos principalmente da Argentina, México e do Brasil.

Dentre os diversos temas que apareceram, nos chamou a atenção a mesa redonda sobre Acompanhamento Terapêutico e Inclusão Escolar. Um dos palestrantes dessa mesa foi Sebastián García (membro da AATRA de Mar Del Plata) que abordou a questão da regulação do Acompanhamento Terapêutico na instituições educativas da província de Buenos Aires. Resgataremos brevemente o que foi apresentado por García para, em seguida, propormos uma reflexão sobre a prática que ocorre aqui em São Paulo. Importante ressaltar que utilizaremos a discussão a respeito do lugar do at1 em escolas que tem ocorrido na Argentina como ponto de partida para refletirmos sobre nossa compreensão do papel do at na escola no Brasil, e mais especificamente, em São Paulo. É certo que há particularidades no modo de o profissional atuar e das legislações vigentes em cada um dos países, no entanto, “pegaremos carona” na discussão aberta por García para apresentarmos como entendemos o dispositivo do AT em escolas.

Para contextualizar, lembramos que a maneira como o at está inserido nas escolas em São Paulo possui, atualmente, um caráter marginal, isto é, se está dentro e fora da escola simultaneamente. A inexistência de um vínculo formal com a escola, assim como a não regulamentação dessa prática produz consequências diversas para a prática do at. Por um lado, não se está protegido e amparado por uma lei trabalhista; por outro, é possível construir o enquadre do trabalho de acordo com a demanda singular de cada criança, família e escola. Esse seria apenas um ponto da discussão.

Sebastián García, em sua exposição, fala sobre a regulamentação da prática do Acompanhamento Terapêutico na Argentina. Atualmente, o at pode ser formado em psicologia, mas não necessariamente, para alguém poder dizer-se at deve realizar um curso técnico de nível superior. Segundo a lei de regulamentação do AT na escola, apresentada por García, do ano de 2013, haveria dois tipos de apoios possíveis para serem solicitados pela escola: o primeiro de caráter assistencial, ou seja, um profissional que pudesse auxiliar a criança a deslocar-se pela escola, nos seus cuidados de higiene pessoal, organização, etc. – algo mais semelhante ao que chamamos de “cuidador” ou do trabalho do AVE (Auxiliar de Vida Escolar) na Rede Pública da prefeitura de São Paulo; e o segundo de caráter terapêutico que trabalharia sobre o laço social da criança, esse seria o tipo de apoio em que o at é solicitado. Segundo Sebastián García, na Argentina, entende-se o AT como aquele apoio de caráter transitório, portanto não naturalizado naquele espaço e que não pode ser encarado pela escola como um requisito ou condição para a matricula do aluno. O que determina a entrada do at na escola não é o diagnóstico médico, mas uma avaliação realizada pela equipe escolar.

Até esse momento, poderia se dizer que esse tipo de AT é o semelhante ao que realizamos aqui em São Paulo. Mas há peculiaridades do AT portenho, apontadas por Sebastián García, das quais destaco duas:

1- Todo acompanhante terapêutico deve pertencer a uma instituição de saúde que lhe oferece supervisão para o caso acompanhado;

2- O at deve participar dos projetos institucionais da escola;

Assim, vamos entendendo que na Argentina, se por um lado, esse at deve receber uma supervisão de uma instituição externa a escola, por outro, deve participar das reuniões internas da equipe escolar. Dentro e fora também parece ser o lugar ocupado pelo at em Buenos Aires. No entanto, nos ocorre pensar que a grande aproximação entre o at e a escola (seja participando das reuniões internas, seja estando muitas horas na escola, por exemplo acompanhando uma criança full time2) pode ser problemática. No nosso entendimento, o at não é da escola, ele é da criança. Pode (e é importante que o faça) trabalhar com a equipe escolar, mas desde um lugar de quem desconhece o funcionamento da instituição. Estar envolvido nos impasses e na rotina da escola pode interferir diretamente na maneira como esse profissional se posiciona em relação à criança: paciente ou aluno?

Assim, vemos delinear-se uma situação em que o acompanhante terapêutico corre o risco de ser tomado como um membro da equipe escolar (pelos professores, alunos e pela criança que acompanha). Ainda que seu foco de trabalho, nos enfatiza Sebastian García, “seja o terapêutico e não o pedagógico”, sua prática estará fortemente influenciada pelos discursos institucionais sobre os alunos. Acreditamos ser de extrema importância que o at possa manter-se dentro e fora da escola, dentro para poder trabalhar e dialogar com a equipe escolar, mas fora também para que, longe dos vícios da instituição seja capaz de perceber as cristalizações, e assim, fazer furo ali onde todo o saber parece já sabido. O acompanhante terapêutico na escola não possui todo o saber sobre a criança, pelo contrário, ele pode ajudar na construção de novos saberes a partir de novas perguntas. É preciso que alguém se pergunte, que alguém não saiba, que esteja dentro e fora para que haja movimento, improviso e novas criações na direção da inclusão possível. Um lugar não-todo para o at na escola é um lugar de incômodo pois é um não lugar, uma não profissão, um lugar “à margem do estabelecido” (como Mannoni quis que fosse Bonneuil3). Caminhar na direção da regulamentação do Acompanhamento Terapêutico na escola seria necessariamente eliminar a potência desse dentro e fora? Acompanhemos essa discussão…

Lenara Spedo Spagnuolo

Outubro/2015

1Utilizamos as abreviações at para nos referirmos ao profissional acompanhante terapêutico e AT para designar o dispositivo do Acompanhamento Terapêutico.

2Expressão utilizada por Sebastián García em sua exposição.

3Fazemos referência ao título de um dos capítulos do livro de Maud Mannoni intitulado “Uma ação à margem do estabelecido”. Cf: MANNONI, Maud (1973). Educação Impossível. Com a colaboração de Simone Benhaim e Robert Lefort e um grupo de estudante. Rio de Janeiro. Francisco Alves, 1988.

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CFP e OAB promovem seminário sobre manicômios no Brasil

Durante o evento, que acontece em setembro, será lançado relatório com resultados de inspeções realizadas por Conselhos Regionais de Psicologia em manicômios judiciários de 17 estados

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) promovem, nos próximos dias 15 e 16 de setembro, em Brasília, o Seminário “A desconstrução da lógica manicomial – construindo alternativas”. Durante dois dias de atividades serão debatidos temas, impasses e desafios para a questão das pessoas em sofrimento mental em conflito com a lei, os pacientes judiciários, a segregação e a urgência de se discutir alternativas, como o Programa de Atenção Integral ao Paciente Judiciário (PAI-PJ-MG) e o Programa de Atenção ao Louco Infrator (PAILI-GO).

“Queremos evidenciar esta problemática dos manicômios, da prisão perpétua das medidas de segurança, o mito da periculosidade, a falta de direitos e garantir o que faz a Psicologia nesses espaços. Assim, apresentaremos a necessidade de desconstrução dos manicômios, da lógica que segrega e não trata. Os desafios estão postos, construir alternativas ao modelo manicomial, como PAI-PJ do Tribunal de Justiça de MG e o PAILI e outras formas de assistência, tratamento e, sobretudo, responsabilização”, afirma Rodrigo Tôrres Oliveira, coordenador da Comissão de Psicologia Jurídica do CFP.

Publicação
Na ocasião, será lançado também o Relatório Brasil 2015, com resultados de Inspeções aos manicômios, feitas por Conselhos Regionais de Psicologia em instituições judiciários deste perfil em 17 estados mais o Distrito Federal. A proposta da publicação é dar visibilidade ao que acontece nestas instituições e discutir as práticas excludentes, punitivas e o cuidado das pessoas que hoje ainda se encontram nesses ambientes, muitas sob condições adversas e contrárias ao modelo assistencial.

Inscrições
O Seminário acontece na sede do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (SAUS Quadra 5 Lote 1 Bloco M – Brasília), é aberto ao público e gratuito. As inscrições devem ser feitas antecipadamente por meio do linkhttp://www2.pol.org.br/inscricoesonline/seminarioim/

PROGRAMAÇÃO 

15/09/2015 (Terça-feira)

Abertura – 9h30 às 10h15

· Marcus Vinicius Furtado Coêlho – Presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
· Mariza Monteiro Borges – Presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP)
· Oswaldo José Barbosa Silva – Representando Associação Nacional do Ministério Público de Defesa da Saúde (AMPASA) e o Ministério Público Federal (MPF)
· Dirceu Ditmar Klitzke – Coordenador-geral de gestão da atenção básica do Ministério da Saúde
· Marden Marques Soares Filho – Coordenador de Apoio à Assistência Jurídica, Social e à Saúde do Ministério da Justiça

Lançamento do Relatório Nacional das Inspeções a Manicômios Judiciários – 10h15 às 10h30

Conferência de Abertura – 11h00 às 12h00

· Ernesto Venturini – Psiquiatra italiano, colaborador de Franco Basaglia

Almoço – 12h00 às 13h45

Mesa “Por quê ainda existem manicômios?” – 13h45 às 15h

· Mediadora: Fátima França – Coordenadora do curso de Especialização em Psicologia Jurídica do Instituto Sedes Sapientiae
· Virgílio de Mattos – Professor e Coordenador do Curso de Direito do Centro de Ensino Superior de São Gotardo (CESG)
· Cristina Mair Barros Rauter – Professora da Universidade Federal Fluminense (UFF)

Mesa Relatos da Inspeção: por que a negação da cidadania? – 15h15 às 16h30

· Rodrigo Tôrres Oliveira – Coordenador da Comissão de Psicologia Jurídica do CFP
· Janne Calhau Mourão– Coordenadora da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro (CRP-05)
· Natália de Souza Silva – Conselheira-secretária do Conselho Regional de Psicologia do Piauí (CRP-21)
· Rodrigo Silveira da Rosa– Advogado. Integrante da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RS

Mesa Relatos da Inspeção: por que a negação da cidadania? – 16h30 às 17h45

· Caroline Martini Kraid Pereira –
· Nelma Pereira da Silva – Presidente do Conselho Regional de Psicologia do Maranhão (CRP-22)
· Mayk Diego da Glória – Coordenador da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Conselho Regional de Psicologia de Goiás (CRP-09)
· Luiz Romano da Motta Araújo Neto – Vice-Presidente do Conselho Regional de Psicologia do Pará/Amapá (CRP-10)

16/09/15 (Quarta-feira)

O Mito da periculosidade e as medidas de segurança – 9h15 às 10h30

· José Luiz Quadros de Magalhães – Professor Titular da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
· Nasser Haidar Barbosa – Coordenador do Centro dos Direitos Humanos de Joinville (CDH – Joinville)

Os danos da política proibicionista antidrogas e os reflexos manicomiais – 10h30 às 12h00

· Mediador: Ileno Izídio Da Costa – Professor da Universidade de Brasília (UnB)
· Carlos Magalhães – Autor e professor do Centro Universitário Newton Paiva
· Vladimir Andrade Stempliuk – Integrante da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do CFP

Almoço – 12h às 14h

O que pode a Psicologia? Avaliação, Tratamento e Orientação pela reforma psiquiátrica e pela luta antimanicomial – 14h às 15h30

· Mediador: Rogério de Oliveira Silva – Vice-Presidente do CFP
· Tânia Kolker – Pesquisadora do Observatório Nacional de Saúde Mental e Justiça Criminal da UFF
· Silvia Helena Tedesco – Professora do Instituto de Psicologia da UFF

Alternativas possíveis: a experiência de Minas Gerais e Goiás e os desafios da inclusão nos serviços substitutivos residenciais terapêuticos – 15h30 às 17h30

· Mediador: Rodrigo Tôrres Oliveira – Coordenador da Comissão de Psicologia Jurídica do CFP
· Maria Aparecida Diniz – Programa de Atenção Integral ao Louco Infrator de Goiás (PAILI-GO)
· Pedro Gabriel Godinho Delgado – Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Mais informações aqui

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