Posts Tagged ‘Saúde Pública’

Ato de lançamento do Congresso que se realizará em novembro de 2017:

O evento ocorrerá dia 19 de novembro de 2016 das 15:00 as 21:00 na rua Dr. Carlos Norberto de Souza Aranha. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail at.rodadeconversaesamba@gmail.com.

Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/1846198058947627/?ti=cl.

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O projeto

 

é um projeto audiovisual que aposta na circulação da psicanálise para além do divã.

As ruas, a política, espaços coletivos, movimentos sociais, ambientes de formação, as mídias sociais — entre tantos outros — são lugares em que esse saber pode criar novos modos de intervir e pensar, novos conhecimentos e experiências.
A ideia é captar e difundir a voz, a imagem e os gestos de psicanalistas que atuam no campo social através da clínica.  Esses personagens – que compartilham da premissa do projeto e circulam por diferentes territórios – falam de suas origens, áreas de atuação, paixões, formação, questões.
O contato com cada um deles se transforma em um material audiovisual único — um híbrido de documentário, entrevista, fluxo de pensamento por livre associação, encontro aberto com um mestre.
Evento de Lançamento – 08/10 às 17h, na Praça Roosevelt
“O que seria de uma cidade que pretende acabar com os territórios marginais? Não seria um delírio?”, questiona Antonio Lancetti. E continua: “Por exemplo, hoje vivemos a utopia de uma sociedade sem drogas. Alguém já pensou o que seria uma sociedade sem drogas? Seres humanos que não pudessem sair de si? Que teriam que permanecer na normatização chata, quadrada da vida contemporânea desse capitalismo idiotizante que a gente vive?”.
É com essa e outras provocações que Lancetti abre a série PSICANALISTAS QUE FALAM, em lançamento especial na Praça Roosevelt — lugar emblemático para o teatro, outras artes, e novas formas de ocupação do centro da cidade de São Paulo.
Personagem fundamental da luta antimanicomial no Brasil, Lancetti atualmente trabalha com a problemática das drogas e do crack – um grande desafio para a saúde pública em São Paulo.
O evento acontece no dia 08/10 (sábado), às 17h, no Espaço Parlapatões, na Praça Roosevelt, com exibição exclusiva do primeiro episódio “Lancetti Brasileiro”, seguida de bate-papo com Antonio Lancetti, e as idealizadoras do projeto, Heidi Tabacof e Lúcia Lima.
Acesso e impacto
As entrevistas ficarão disponíveis na internet, sob uma licença Creative Commons — podem ser copiadas e remixadas para fins não comerciais, porém com o crédito original e as derivações compartilhadas sob a mesma licença.
Qualquer um pode assisti-las online no site do projeto.E também organizar uma sessão coletiva em seu espaço, entrando para a rede de impacto do material.
Assistir e debater o material coletivamente contribui para ampliar o alcance e a democratização do acesso à psicanálise. Essa ação de difusão social da série acontece em parceria com a Taturana mobilização Social.
SERVIÇO
Lançamento PSICANALISTAS QUE FALAM
08/10, ÀS 17h
Exibição do episódio inédito LANCETTI BRASILEIRO
seguida de bate-papo sobre TERRITÓRIOS MARGINAIS
com a presença de Antonio Lancetti e das idealizadoras do projeto, Heidi Tabacof e Lúcia Lima.
Local: Espaço Parlapatões
Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação
Mais info:
Página no facebook
www.facebook.com/psisquefalam– em breve no ar (a partir de 30/09)
Site
www.psisquefalam.com – em breve no ar
Para organizar uma sessão no seu espaço
convite-facebook-final

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A Rede Nacional Primeira Infância – RNPI celebra a sanção doMarco Legal da Primeira Infância, coroando o processo democrático, amplamente participativo, de construção do PLC 14/2015 (PL 6.998/2013).

Às crianças não podemos dizer ‘Amanhã’. Seu nome é Hoje

Gabriela Mistral, Prêmio Nobel de Literatura, expressou o que sabemos como profissionais, mas, principalmente, como mães, pais e avós: as crianças existem no presente e é hoje, agora, que devemos atender às suas necessidades.

Muita gente colaborou para que chegássemos à aprovação doMarco Legal da Primeira Infância. Esta vitória é de todas as pessoas comprometidas com o presente e o futuro de nossas crianças.

Conquista social, que sinaliza um novo tempo para as crianças brasileiras, o Marco Legal da Primeira Infância é uma das mais avançadas leis do mundo em Políticas Públicas para a Primeira Infância. Eleva a um novo patamar as conquistas que o Brasil já incorporou à sua legislação. Materializa, em política social, aportes científicos sobre desenvolvimento infantil, experiências profissionais inovadoras e práticas de boa gestão pública.

As diretrizes, as ações e os princípios estabelecidos pelo Marco Legal da Primeira Infância formam um conjunto que promove a Cultura do Cuidado Integral às Crianças de até seis anos de idade. A nova lei parte do conceito de criança como sujeito de direito, pessoa capaz e participante, com singularidade no seio da rica diversidade das infâncias brasileiras.  A intersetorialidade, proposta pela lei, integra especialização de áreas de conhecimento e setores da gestão pública, numa visão holística da criança em seu atendimento integral.

É justo celebrarmos o resultado de um esforço conjunto do Congresso Nacional, do Governo Federal e da Sociedade Civil Organizada pelas crianças de nosso País. Nosso reconhecimento ao Deputado Osmar Terra, autor do PL 6.998/2013, e aos coautores, relatores Deputado João Ananias e Senadora Fátima Bezerra, bem como à Comissão Especial da Câmara dos Deputados, ao Plenário do Senado Federal e aos especialistas que tanto contribuíram.

Neste momento, o Governo Federal e Organizações da Sociedade Civil, aqui representadas pela Rede Nacional Primeira Infância e por Redes Estaduais, juntam-se, numa demonstração de que os interesses maiores no cuidado, na educação, na saúde e na proteção à Primeira Infância – condições para a criança viver plenamente seus primeiros anos e desenvolver seu potencial humano – devem ser prioridades permanentes da Nação, garantidas em quaisquer circunstâncias.

A sociedade que cuida de suas crianças cuida da vida e aprimora sua qualidade.

Agora, vamos trabalhar juntos, governos federal, estaduais, municipais e a sociedade, para colocar em prática, o quanto antes, o Marco Legal da Primeira Infância.

Porque as crianças não podem esperar.

 

Brasília, 8 de março de 2016

 

Claudius Ceccon

Coordenador da Secretaria Executiva da Rede Nacional Primeira Infância

 

Fonte: http://primeirainfancia.org.br/rnpi-celebra-a-sancao-do-marco-legal-da-primeira-infancia/

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A Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e a Biblioteca Virtual de Psicoanalisis de Latinoamerica (BiviPsiL) são dois portais online que reúnem, organizam e disponibilizam um vasto material referente a saúde, saúde pública, psicanálise e áreas afins.

Além de estudos, artigos e livros, há também materiais institucionais sobre políticas públicas em saúde como cartilhas, manuais, revistas e legislação.

Para o AT que trabalha em interface com o SUS e quaisquer aparelhos públicos de saúde mental como residências terapêuticas, CAPS, inclusão escolar, projetos não governamentais sobre autismo, e outros, esses portais constituem valiosa fonte de informação para auxiliar a sua prática de acompanhamento terapêutico e o trabalho em rede.

Segue os links para os portais:

Biblioteca Virtual em Saúde – BVS: http://bvsms.saude.gov.br/

Biblioteca Virtual de Psicoanalisis de Latinoamerica – BiviPsiL: http://www.bivipsil.org/php/index.php

Cartilha “O SUS de A a Z”: http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2013/agosto/28/sus-3edicao-completo-190911.pdf

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TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE (TDAH) E A INICIATIVA EXEMPLAR DA SMS DE SÃO PAULO

A recente Portaria no.986/2014 da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo vem de forma responsável regulamentar o uso da metilfenidato no tratamento de crianças e adolescentes diagnosticadas com o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Tal procedimento se adequa às atribuições do poder público em defender a saúde pública da população. Dada a dimensão que o TDAH vem adquirindo, as condições para prescrição e distribuição de metilfenidato (Ritalina) passam a ser rigorosamente restritas em diversos países. Entre as razões, porque a Ritalina é classificada entre os‘narcóticos’ a serem regulamentados, sendo considerada uma droga com alto potencial de abuso e com severa susceptibilidade para provocar dependência psicológica e física.

Desde meados da década de 1950, nossa sociedade passou a se acostumar a tratar com psicofármacos seus adultos com diagnósticos conhecidos ao longo da história da psiquiatria. Mesmo que se acumulem as evidências dos efeitos deletérios das drogas psiquiátricas na maioria dos adultos que as consomem, quando o tratamento psicofarmacológico é comparado com os métodos psiquiátricos empregados na era dos grandes manicômios o senso-comum, considera ser dos males o menor. Entretanto, desde a década de 80 começa-se a deparar com um fenômeno relativamente novo: a prescrição de drogas psiquiátricas a crianças e adolescentes. A cada ano aumenta significativamente o número de diagnóstico psiquiátrico e de prescrições para essa faixa etária. Em 2013, segundo recentes dados oficiais dos Estados Unidos, aproximadamente 1/5 adolescentes no ensino médio recebeu o diagnóstico médico de TDAH, e 11% das crianças no ensino fundamental receberam esse mesmo diagnóstico. Dessas crianças e adolescentes diagnosticadas com TDAH, 2/3 receberam prescrições de estimulantes como Ritalina. Esse mesmo fenômeno ocorre em diversas outras sociedades. Na Inglaterra o número de drogas prescritas para o TDAH (metilfenidato, incluindo a Ritalina) disparou para mais de 50% em seis anos.

Os efeitos deletérios desse fenômeno vêm sendo analisados e denunciados por cientistas de diversas áreas relacionadas à saúde pública, autoridades sanitárias e em artigos que chegam ao grande público através da grande imprensa. Ao se diagnosticar TDAH e prescrever tratamento com drogas psiquiátricas, o que se está promovendo é colocar um número significativo de crianças e adolescentes em uma trajetória que as levará a uma incapacitação por toda a vida. A justificativa? Atingir resultados imediatos para problemas ordinários e que até então não eram objeto da medicina.

A portaria da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo está coerente com as inúmeras evidências científicas acumuladas ao longo dessas três décadas de tratamento do TDAH. Que os números das crianças e adolescentes diagnosticadas com TDAH pareçam como aqueles de uma epidemia, para que se justifique a medicação psiquiátrica da infância e da adolescência em níveis sem precedentes e injustificáveis. Que o crescimento de diagnósticos de TDAH e prescrições de estimulantes ao longo dos anos coincide com a enorme campanha da indústria farmacêutica para divulgar esse transtorno e promover as drogas junto aos médicos, psicólogos, educadores e famílias. Que as chamadas ‘pílulas milagrosas’ funcionam muitas vezes para não se modificar comportamentos socialmente comuns, ainda que indesejáveis, como a negligência dos adultos com as suas crianças e adolescentes e a impaciência frente a seus incômodos e esperados modos de ser. Que a sociedade tem sido objeto sistemático de propagandas enganosas veiculadas na televisão e nas revistas para o consumo popular, onde se afirma inescrupulosamente que o esquecimento infantil e as baixas notas escolares são transtornos mentais e resultantes de desequilíbrio químico no cérebro, e que portanto deve-se consultar um clínico especializado. Que é comum médicos, pesquisadores, profissionais de saúde em geral, serem pagos pela indústria farmacêutica para publicarem pesquisas e fazerem declarações a encorajar colegas a fazer diagnósticos sem limites. E, muito em particular, que são inúmeros e variados os efeitos iatrogênicos produzidos pelo tratamento.

Sem dificuldades, poderíamos ampliar com inúmeras outras referências científicas a revisão bibliográfica proposta na Portaria no. 986/2014 da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, mas duas referências merecem destaque. A primeira é de Allen Frances[1], um dos psiquiatras americanos mais reconhecidos mundialmente, que foi o responsável-chefe da edição do DSM-IV. É ele mesmo quem diz que o diagnóstico TDAH cria uma falsa epidemia: “o DSM-IV contribuiu para três falsas epidemias em psiquiatria – o excesso de diagnósticos de déficit de atenção, autismo e transtorno bipolar ” (p. 139).

A segunda citação é a do renomado neurocientista estadunidense, Bruce D Perry [2], em uma recente declaração feita em encontros com autoridades sanitárias da Inglaterra. Publicadas pelo The Guardian e The Observer, eis alguns trechos: “a hiperatividade nas crianças não é uma doença real”; o diagnóstico TDAH não passa de uma “descrição a delinear uma ampla gama de sintomas”; “se observarmos como se chega a esse rótulo, qualquer um de nós a qualquer momento se encaixaria em ao menos um par desses critérios”. Perry acrescentou que os clínicos estão muito rapidamente prescrevendo psicoestimulantes a crianças, “quando as evidências apontam não existirem qualquer benefício a longo prazo”. Bruce Perry afirma ainda (ipsis litteris): “tomar uma medicação influencia os sistemas de formas que nem sempre compreendemos. Eu tendo a ser muito cauteloso com essas coisas, principalmente quando a pesquisa mostra que outras intervenções são igualmente eficazes e ao longo do tempo mais eficazes e que não têm nenhum dos efeitos adversos.”

Com efeito, a perspectiva da Portaria da SMS de São Paulo merece da comunidade científica e da população geral o mais irrestrito apoio, na medida em que visa proteger a nossa população das consequências patogênicas do tratamento não criterioso dos comportamentos rotulados como transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. A SMS de São Paulo se coloca como exemplar na construção democrática de formas de abordagem dos problemas que afetam a saúde da nossa população, ao reconhecer o papel central do usuários dos serviços. As pessoas têm o direito de serem informadas acerca das intervenções médicas e psiquiátricas e de serem envolvidas nas discussões com respeito às opções de tratamento. Na medida em que crianças e adolescentes não estão na posição de darem consentimento informado para o tratamento da mesma forma como os adultos, a responsabilidade da sociedade é ainda muito maior.


[1]Allen Frances. Saving Normal. A revolta de um insider contra a falta de controle do diagnóstico psiquiátrico DSM-5, a Indústria Farmacêutica e a Medicalização da Vida Cotidiana. USA: William Morrow, Harper Collin Publishers, 2013.

[2]Bruce D. Perry, in Daniel Boffey, Children’s hyperactivity ‘is not a real disease’, says US expert. The Observer, Sunday 30 march, 2014. Artigo consultado em 21/7/2014 (http://www.theguardian.com/society/2014/mar/30/children-hyperactivity-not-real-disease-neuroscientist-adhd

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Associação Brasileira de Saúde Mental
http://www.abrasme.org.br/

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VideoClube CRP SP – Ciclo Antimanicomial

Próxima sessão:
Imagens do Inconsciente I – Em Busca do Espaço Cotidiano

Data: 03/07/2014
Horário: 19h00 às 22h30
Local: Auditório do CRP SP
Endereço: Rua Arruda Alvim, 89, Jd. América, São Paulo, SP

Sinopse:
Fernando Diniz, filho de uma empregada doméstica baiana, busca recuperar um espaço cotidiano sob a forma de um quadro – é a pintura em luta constante contra o caos, um caos vivenciado numa questão de amor, uma questão de paixão. Fernando submerge como uma autodefesa para viver no inconsciente, mas não é um grande mergulho, é algo mais no nível do cotidiano.

Duração: 80 minutos.
Gênero: Documentário
Direção: Leon Hirszman
Ano de produção: 1989
País de produção: Brasil

Coordenação:
Guilherme Luz Fenerich
– Conselheiro do Conselho Regional de Psicologia da 6ª Região – CRP 06.

Debatedores:
Augusto Sergio Callile – Psicólogo. Mestrado em Pós-Graduação em Saúde Coletiva pela Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP.

Gustavo Henrique Dionisio – Psicanalista. Mestre e doutor pelo IP-USP. Professor de Graduação e Pós-Graduação do Departamento de Psicologia Clínica da Unesp-Assis. Autor de “O antídoto do mal. Crítica de arte e loucura na modernidade brasileira” (Ed. Fiocruz) e “Pede-se abrir os olhos: psicanálise e reflexão estética hoje” (Ed. Annablume/Fapesp).

Entrada gratuita
Não há necessidade de inscrições prévias! Compareça!

Mais informações: www.crpsp.org.br/videoclube

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logoVideoClube CRP SP – Ciclo Antimanicomial

Próxima sessão:
Hospital Anchieta – Documentário sobre a Reforma Psiquiátrica de Santos

O manicômio está aí, atualizado, repaginado, reinventado em seu eterno retorno e perpetuando a violência de estado. A Luta Antimanicomial, tão atual quanto estes impulsos manicomializantes da vida, segue buscando suas armas na saúde, na cultura, no trabalho e na arte, no esforço, também perene, de transformar certezas em curiosidade, muros em pontes e amarras em laços. É nessa perspectiva que retomamos o Vídeo Clube do CRP SP com este Ciclo Antimanicomial, não só para relembrar a história desta luta do seu início, como para recuperar o Cinema como arma fundamental nesta batalha por uma vida mais digna de ser vivida. Sejam todas e todos bem vindos!

Informações da Sessão:
Hospital Anchieta – Documentário sobre a Reforma Psiquiátrica de Santos
Data: 29/05/2014
Horário: 19h00 às 22h30
Local: Auditório do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo – CRP 06
Endereço: Rua Arruda Alvim, 89, Jd. América, São Paulo, SP
Capacidade: 96 lugares

Gênero: Documentário
Direção: Paulo Santiago e Matias Lancetti
Ano de produção: 1989
País de produção: Brasil
Duração: 46 minutos

Sinopse:
No inicio do documentário, através de um narrador, tomamos contato com as matérias de jornal publicadas a respeito da intervenção da prefeitura de Santos no hospital Anchieta. Os dados apresentados deixam claro sua semelhança com o hospital de Barbacena – Minas Gerais em 1979. Estamos em 1989. Dez anos se passaram, mas a violência manicomial no Estado mais rico da nação é a mesma que existia ao final da ditadura.

Porém, se Barbacena foi um marco no início da Reforma Psiquiátrica no Brasil, a Reforma Psiquiátrica de Santos será um outro marco, ao estabelecer a reorganização dos serviços de Saúde Mental, retirando o hospital psiquiátrico da rede de atenção em saúde.

A cidade de Santos pode ser considerada a primeira cidade brasileira e a quarta do mundo, a construir uma rede de serviços de saúde mental, sem a presença do hospital psiquiátrico, neste sentido, realizando um sonho antigo do Movimento de Trabalhadores de Saúde Mental, ou seja, a construção de “Uma Sociedade Sem Manicômios”.

Coordenação: Guilherme Luz Fenerich – Conselheiro do Conselho Regional de Psicologia da 6ª Região – CRP 06.

Debatedores:
Augusto Sergio Callile – Psicólogo, Mestrado em Pós-Graduação em Saúde Coletiva pela Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP.

Maria Zélia Cavalcante – Psicóloga Clínica, com formação em Saúde Mental e Psicanálise pelo Instituto Sedes Sapientiae, trabalhou no Hospital Psiquiátrico do Juqueri, e no Programa de Saúde Mental da Prefeitura Municipal de Bauru. Desde 1990, psicóloga da Prefeitura Municipal de Santos, integra a equipe do SENAPS -V (CAPS III)

Entrada gratuita
Não há necessidade de inscrições prévias! Compareça!

Mais informações: www.crpsp.org.br/videoclube

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